Colégios particulares de SP descartam aprovação automática e dão reforço

Pela tela do computador, Leticia Bueno, de 15 anos, faz prova.

Pela tela do computador, Leticia Bueno, de 15 anos, faz prova. Na sala virtual, as carteiras dos colegas – cada um com sua câmera ligada – se transformaram em quadradinhos de vídeo e até as inspetoras surgem de vez em quando na classe durante a avaliação. “É engraçado porque essa tensão da prova acho que nunca passa. Em qualquer situação, sempre é uma ansiedade, e vem um friozinho na barriga”, diz a aluna do 1º ano do ensino médio do Colégio Poliedro, em São Paulo.
Mesmo em tempo de pandemia, com mudanças no formato das aulas e incertezas sobre o ano letivo, Leticia está de olho nas notas e não pensa em perder o ano.
“A reprovação é algo que me preocupa. Isso me afetaria muito lá na frente.” Na semana passada, um parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) recomendou “fortemente” que redes de ensino e colégios de todo o País evitem reprovar alunos em 2020 e sugeriu diversificar as estratégias de avaliação.

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