EUA: universidades lançam ofensiva judicial para proteger estudantes estrangeiros
Uma ofensiva judicial de costa a costa para proteger estudantes estrangeiros de universidades e faculdades dos EUA está ganhando corpo, com a pressão de que falta apenas um mês para o início do ano letivo.
Uma ofensiva judicial de costa a costa para proteger estudantes estrangeiros de universidades e faculdades dos EUA está ganhando corpo, com a pressão de que falta apenas um mês para o início do ano letivo. Na segunda-feira (13), um total de 17 Estados, além do Distrito de Colúmbia, registraram queixa contra o Governo Donald Trump pela decisão “arbitrária e caprichosa” de alterar as regras de visto, de modo que milhares de estudantes estrangeiros se veem obrigados a arriscar o saúde indo às salas de aula pessoalmente ou a abandonar o país. A denúncia se soma a outras já apresentadas por universidades da Califórnia e Massachusetts.
Na segunda-feira, 6 de julho, a polícia de Imigração anunciou em uma circular interna que as regras de validade dos vistos dos estudantes estrangeiros haviam mudado. Para obter um visto de estudo nos EUA, é necessário que a maioria das aulas seja presencial. Mas, em março, quando a pandemia chegou e toda a educação passou a ser online, a Imigração abriu uma exceção para que os alunos pudessem concluir o ano. Essa exceção é o que as autoridades querem eliminar agora, quando ainda não há evidências de que a situação de saúde vá mudar.
Ou seja, os estudantes estrangeiros precisam se inscrever para aulas presenciais no próximo ano letivo ou seus vistos perderão a validade e serão ilegais no país. Além disso, se na metade do ano letivo o curso tiver de ser novamente transferido para a Internet, eles também perderão o visto, de acordo com a circular. A medida afeta dois tipos de visto concedido a cerca de 400.000 alunos por ano. Os estudantes estrangeiros nos EUA são um negócio de bilhões de dólares por ano.


