Professores de SP protestam e pedem pagamento de salário para temporários
Em São Paulo, professores fazem ato contra a volta as aulas e pedem o pagamento de salários para temporários.
Em São Paulo, professores fazem ato contra a volta as aulas e pedem o pagamento de salários para temporários. São quase 35 mil professores temporários que, em função da pandemia, não foram convocados para dar aulas e, por isso, estão sem salários. Como eles têm contrato com a Secretaria de Educação, também não tem direito ao auxílio emergencial.
Para sobreviver, muitos recorrem a doações de cestas básicas ou estão apostando em outras funções, como motoristas de aplicativos. Segundo a deputada estadual Bebel Noronha, a proposta era que o governo mantivesse um pagamento mínimo para cada professor, mas não foi aceita.
A contratação temporária é um recurso que vem sendo usado há mais de 25 anos pelos governos paulistas. Sem fazer novos concursos, a Secretaria de Educação contrata os professores por, no máximo, três anos, terminado o contrato, eles precisam cumprir uma quarentena de quase dois meses sem trabalhar para então fechar um novo contrato com o governo. O estado tem cerca de 250 mil professores. Mais de 10% deles são temporários.


