Terceirizadas não contrataram mão de obra local, reclama Paulo Soares

Paulo Soares afirmou que pelo menos 50% das vagas abertas poderiam ser destinadas aos itabiranos

Terceirizadas não contrataram mão de obra local, reclama Paulo Soares
O presidente do Sindicato Metabase, Paulo Soares de Souza (PSB), que também é vereador, pediu a palavra durante a reunião da Câmara Municipal de Itabira, na terça-feira 22, para falar sobre o desemprego na cidade. Segundo ele, a Vale trouxe três empresas para dar acabamento às obras de reestruturação e ampliação das minas de Conceição e Cauê, mas as contratadas não deram oportunidade aos profissionais itabiranos.
 
Paulo informou que uma das três empreiteiras trouxe 200 empregados de fora – sem contar as demais. Ele pediu ajuda da Câmara na intercessão junto à mineradora para garantir uma determinada “cota” de emprego para os trabalhadores locais.
 
“Estamos passando por um momento muito difícil. Tivemos demissões muito agressivas na cidade devido à crise, tanto nas terceirizadas, quanto na Vale. Só da Vale foram 300 demissões desde 1º de janeiro até agora. É muita gente. Não somos contra trazer trabalhador de fora, mas a gente fica magoado com os nossos empregados daqui. A gente tem pedido a Vale que dê oportunidade aos nossos trabalhadores”, disse o vereador/sindicalista.
 
Seguro-desemprego no fim
Paulo informou que toda semana há fila de desempregados na sede no Sindicato Metabase. “As pessoas estão perguntando o que vão fazer quando o seguro-desemprego acabar. Uma parte dos trabalhadores termina de receber o seguro agora em outubro. E eles não sabem o que vão fazer a partir de novembro”, disse Paulo Soares, preocupado. Ele disse que Vale e suas terceirizadas deveriam reservar pelo menos 50% das vagas abertas na área da mineração para os funcionários itabiranos.
 
Os vereadores manifestaram apoio ao colega, principalmente Tãozinho Leite (PP), que chegou a elaborar um projeto de lei com o objetivo de obrigar as empresas que chegam em Itabira a contratar pelo menos 30% de mão de obra local. O projeto não foi votado devido a um parecer contrário do Jurídico da Câmara, mas o parlamentar disse que continuará buscando meios de garantir o emprego do itabirano. 

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