Servidores da Unifei suspendem greve
Foi deflagrada no dia 6 de junho a greve nacional dos servidores técnicos administrativos de universidades públicas federais. Na Unifei, a greve teve início no dia 21 de junho, no campus sede (Itajubá). No campus Itabira a paralisação teve início na tarde do dia 30 de junho. Às vésperas de completar um mês de […]
Foi deflagrada no dia 6 de junho a greve nacional dos servidores técnicos administrativos de universidades públicas federais. Na Unifei, a greve teve início no dia 21 de junho, no campus sede (Itajubá). No campus Itabira a paralisação teve início na tarde do dia 30 de junho.
Às vésperas de completar um mês de paralisação, o Comando Nacional de Greve (CNG) recebeu um ofício assinado pelos Secretários do Ministério da Educação e do Ministério do Planejamento propondo novas negociações. Após a avaliação do mesmo, os delegados do CNG deliberaram por suspender a greve, com a previsão de realização de plenária na primeira quinzena de agosto, para avaliar as negociações.
Atendendo a orientação nacional de realização de assembleias nas universidades, foi realizada na Unifei, no dia 8 de julho, por meio de uma videoconferência, uma assembleia com servidores dos campi Itabira e Itajubá. Nessa assembleia os servidores da Unifei decidiram pela suspensão da greve e retornaram às suas atividades no dia 14 de julho.
Entretanto, 28 (das 47 universidades participantes do movimento) aprovaram em suas assembleias a continuidade da greve.
Esta semana, a Advocacia-Geral da União (AGU) acionou o Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que declare ilegal a greve. De acordo com a AGU, a greve impede o direito constitucional do ensino público gratuito, a continuidade das pesquisas, o atendimento em hospitais universitários e o desenvolvimento econômico e social do País. Para os procuradores ela deve ser considerada ilegal e abusiva, uma vez a lei só permite a declaração de greve quando se esgotaram todas as formas de negociação e, segundo eles, o governo já havia manifestado intenção de negociar e ainda assim foi realizada a paralisação.
Segundo o coordenador-geral da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), Paulo Henrique Silva, este é um processo necessário de resistência para que os servidores possam ter uma resposta.
Entre as reivindicações da categoria estão: apresentação de recursos orçamentários para serem alocados no piso da tabela salarial para 2011 ou 2012; propostas que contemplem o vencimento básico complementar e reposicionamento de aposentados com ampliação de direitos; propostas concretas sobre a racionalização dos cargos e reajuste de benefícios em 2011.







