Vagas abertas para emprego temporário
Douglas Silva (e), Ivan Couto (c) e Luiz Ribeiro: vagas temporárias podem ser a chance deles para efetivar
Novembro é definitivo para quem deseja uma oportunidade no mercado de trabalho. Com a celebração das últimas datas comemorativas e o advento das festas de fim de ano, o mês é a última chance para quem se encontra desempregado e está à procura de uma ocupação imediata. A porta de entrada para o concorrido mercado é a criação das vagas temporárias, onde o candidato pode até sonhar com uma carteira assinada.
Quem aponta para esse quadro econômico é o diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas de João Monlevade (CDL-JM), Francisco José de Melo (Chico Melo). Ele afirma que do dia 25 de setembro em diante, o setor inicia a “caça” à mão-de-obra para reforçar a demanda do final de ano. “Geralmente, outubro e novembro servem como período de treinamento e adaptação do colaborador. As primeiras contratações ocorrem ainda em outubro. O Dia das Crianças é uma oportunidade de aprendizado”, afirma.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou em 2009, uma média de crescimento das vagas temporárias com taxas de 8% a 10% para o período (setembro a novembro), em João Monlevade. “Se levarmos em consideração que o comércio do município hoje emprega 3.454 pessoas, e se formos respeitar a maior taxa, encontraremos o número de 270 novas vagas temporárias em aberto para 2010”, ressalta Chico Melo. Estatísticas comprovam que dentro dessas vagas, uma média de 10% da mão-de-obra (qualificada) é absorvida pelo mercado.
O diretor explica que 60% das empresas de João Monlevade já estão contratando. Todo o comércio abre as vagas temporárias devido à crescente demanda. Por isso, é sempre bom o candidato, a uma delas, estar atento aos ramos que mais contratam. E a orientação vale também para outros municípios da região como São Domingos do Prata, Nova Era e Bela Vista de Minas. Em primeiro lugar estão os grandes supermercados e, respectivamente, as lojas de roupas e calçados e os postos de combustíveis. “Farmácias e restaurantes seguem a tendência”, reforça Melo. Se tudo ocorrer dentro da última estatística, Monlevade virará o ano com resultados ainda melhores do que o ano passado. “A gente espera chegar ao final de 2010 com o percentual de 10% a 12% de crescimento da economia, pois somos considerados um pólo regional. Muitas pessoas de cidades vizinhas vêm comprar conosco”, avalia.
Lojas e supermercados
O ramo de lojas e supermercados segue a estatística. O empresário Nelson Silveira de Souza Filho, responsável por uma loja de calçados, em Monlevade, garante que aproveita essa época do ano para completar o seu quadro de funcionários. “As pessoas sabem que as vagas temporárias são ótimas chances para contratação e efetivação. Tudo depende do seu desempenho”, analisa.
Hoje, sua loja encontra-se com duas vagas em aberto, e duas recém preenchidas. As novas colaboradoras estão em fase de treinamento e adaptação. Uma delas, a ex-caixa de uma loja de bijuteria, Luana Cláudia Moreira, de 22 anos, já comemora a notícia de que será contratada em definitivo. “Estou aprendendo a atender bem o cliente. Antes não tinha contato direto com ele. Agora, posso auxiliá-lo em suas compras e sempre oriento para a qualidade do produto e forma de pagamento facilitado”, garante ela, que com um mês de recolocação no mercado de trabalho, já mostra que aprendeu o novo ofício.
Outros ainda esperam pela oportunidade. Faltando menos de um mês para o Natal, quando o comércio atingirá o ápice de seu crescimento, o ex-frentista Luiz Gustavo Ribeiro, de 23 anos, segue sua rotina de entrega de currículo e preenchimento de ficha de solicitação de emprego. “Há uma semana comecei a entregar o meu currículo em supermercados. Gostaria desta oportunidade para que possam me avaliar e, quem sabe, me darem o emprego definitivo”, revela ele que se encontra há cinco meses desempregado.
Já o operário Ivan Souza Couto, de 39 anos, que se encontra desempregado há nove meses, o emprego temporário é um alívio para o bolso. Com segundo grau incompleto, ele vê nas vagas de final de ano uma chance para se recolocar no mercado até que a sua área volte a recontratar. “Tenho experiência de seis anos na área de mineração. Deixei meu currículo em algumas empresas. Porém, o período chuvoso faz a produtividade cair e diminui a oportunidade de emprego”, conta o alvinopolense que há três anos reside em Monlevade.
Se a recolocação no mercado de trabalho é difícil, mesmo com a abertura das vagas temporárias, imagine o que tem passado Douglas Henrique da Luz Silva, de 18 anos. Na esperança de conquistar o primeiro emprego, ele que tem apenas o ensino médio incompleto, preenche uma ficha de solicitação de emprego juntamente com Luiz e Ivan para deixar no Recursos Humanos do Hiper Comercial Monlevade.
De acordo com a psicóloga Ana Carolina Castro Soares, responsável pelo departamento de RH do supermercado, essas histórias são muito comuns, principalmente nesta época do ano. Ela explica que além das vagas temporárias, a empresa faz o seu próprio banco de emprego uma vez que sempre há a necessidade de completar o quadro de funcionários. “Antes nem havia a abertura de vagas temporárias em nossa empresa, pois tínhamos que suprir o nosso quadro. Por motivos como o final de ano, o aniversário de cinco anos e recebermos clientes do Médio Piracicaba, tivemos que criar as vagas temporárias para este ano”, garante.
Ana Carolina diz que, para muitas pessoas, o supermercado é, na maioria das vezes, a porta de entrada para o mercado de trabalho. “Temos um turn over (rotatividade) muito grande ao longo do ano. Normalmente, damos a oportunidade do primeiro emprego, onde as pessoas que trabalham conosco são vistas, lembradas, e podem até conseguir novas oportunidades”, lembra ela que cita dentro da contratação temporária as vagas para menor aprendiz e portadores de necessidades especiais.
Levantamento feito pelo próprio supermercado aponta que em média, 60 pessoas passam pelo setor de cadastro do RH. “Se a pessoa demonstrar comprometimento, desempenho e responsabilidade, certamente, ela fará parte do nosso quadro funcional. A filosofia de empresa zela muito pelo bom atendimento e respeito ao cliente”, finaliza.
Dicas para conquistar o primeiro emprego
A gerente do Centro de Apoio ao Trabalhador e Sistema Nacional de Emprego (Cat/Sine), de João Monlevade, Sirley Figueiredo, orienta os candidatos às vagas temporárias. “Não veja a oportunidade de trabalho a que você esteja tentando por um curto período como “um bico” de fim de ano. Vista a camisa, vá à luta, mostre o seu potencial, seja guerreiro, trabalhe com amor”, dá a dica.
Para ela, esses são os principais pontos analisados pelas empresas na hora de efetivar um colaborador. Agora, se a meta é se estabilizar no emprego, ela alerta para a seleção e a capacitação, ambas primordiais para seguir carreira em uma empresa. “A seleção está cada dia mais rigorosa, o candidato terá que demonstrar compromisso com os resultados do negócio e capacidade para atuar em equipes enxutas”.
Segundo Sirley Figueiredo, o perfil do profissional procurado hoje é aquele que otimiza os processos internos da empresa com foco na redução de custos. Profissionais voltados para a gestão que tenham leituras antecipadas dos acontecimentos são valorizados por ampliar os meios de controle dos gastos e ainda operar com maior produtividade.
Importante: Se você é um candidato ao Primeiro Emprego, fique atento à experiência cada vez mais exigida nas empresas. Porém, a qualificação é uma arma a seu favor. Portanto, procure o Cat/Sine da sua cidade, onde haverá cursos de qualificação gratuitos. Em Monlevade, o candidato pode participar do curso de Competências Básicas para o Trabalho, que auxilia na inserção do mercado de trabalho.
O Cat/Sine de João Monlevade funciona na Rua Armando Batista, 167, bairro Rosário, próximo ao Banco Bradesco. Atendimento: segunda a sexta-feira, no horário de 7h às 16h. Contato: (31) 3852-1521/ (31)3851-7882 e (31)3852-1247.







