Minas ficou em 1º lugar na geração de emprego em maio, enquanto resultado no país fica abaixo do esperado

O Brasil criou 32.140 vagas formais de emprego em maio. Foi o terceiro mês seguido de saldo positivo, indicam dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Ministério da Economia. O Caged registrou crescimento do emprego em 19 unidades da Federação. Com Minas em primeiro lugar nacional, Espírito Santo […]

O Brasil criou 32.140 vagas formais de emprego em maio. Foi o terceiro mês seguido de saldo positivo, indicam dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Ministério da Economia. O Caged registrou crescimento do emprego em 19 unidades da Federação. Com Minas em primeiro lugar nacional, Espírito Santo em segundo, com 9.384 postos, e São Paulo, logo em seguida com 6.023.

Minas Gerais teve crescimento no mesmo setor superior à média nacional, registrando 5,32%. No Estado, houve um saldo positivo de 7.559 postos de trabalho criados na modalidade intermitente. Um mês antes foram gerados 5.605 empregos formais. Na modalidade parcial, foram criadas 1.377 vagas. “Estamos ainda longe do que queremos e do que precisamos. Mas tenho certeza: estamos no caminho certo. Passo a passo, Minas vai dar certo”, declarou o governador Romeu Zema. 

País

O resultado, no entanto, veio abaixo de estimativas do mercado. A consultoria LCA, por exemplo, previa geração líquida de 78.200 postos. Em maio de 2018, foram geradas 33.659 vagas de emprego. Bruno Dalcolmo, secretário do Trabalho, avalia que o número de maio veio em linha com o crescimento dos últimos dois anos, “que obviamente não foram anos de grande desempenho econômico.”

“Mas o crescimento deste ano está em linha com o que a economia vem demonstrando. A gente sabe muito bem que a economia está com dificuldade de alçar maiores voos, de retomar investimentos, de retomar projetos, de retomar construção civil”, afirmou.

Segundo ele, com crescimento de 1% na economia, o volume de empregos criados deve ficar em linha com a geração de vagas de 2018. “Não é muito razoável pensarmos que a economia crescendo 1%, teremos um grande crescimento no saldo de empregos. Mas também não teremos um fechamento no número de empregos desconectado desse crescimento econômico.”

O setor de agropecuária ficou em primeiro lugar com 37.373 novas frentes, comparando com abril. Isto representa um crescimento nacional de 2,39%.  A construção civil foi a responsável por 1.197 das 8.459 vagas oferecidas em todo o país. Já o comércio teve recuo em quase todos os estados, mas Minas teve saldo positivo com 1.394 novos postos.o pior resultado para o mês desde 2016, quando foram fechados 72.615 postos de trabalho. (Com Folhapress e Agência Minas)

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