Mas afinal, o que é o sarampo? Eu posso pegar?

Muito tem se ouvido falar sobre o sarampo. A doença tem ocupado os principais noticiários do país e as redes sociais e a cada semana novos casos surgem

Mas afinal, o que é o sarampo? Eu posso pegar?

O sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus (Morbilivirus), que pode ser fatal, principalmente para crianças menores de cinco anos, e pessoas desnutridas e imunodeprimidos (sistema imunológico enfraquecido).

A vacina (tríplice viral, tetra viral e dupla viral) é a única medida preventiva eficaz contra o sarampo. Os três tipos de vacinas previnem, entre ouras doenças, o sarampo, e todas são ofertadas no Sistema Único de Saúde (SUS).

A transmissão ocorre de maneira muito fácil e rápida. Basta que a pessoa sem imunidade, ou seja, que não tomou as doses necessárias da vacina e nem teve a doença, tenha contato com gotículas de pessoas doentes, por meio de espirro, tosse, fala ou respiração próxima. Locais fechados e com grandes aglomerações de pessoas são ambientes favoráveis à transmissão do vírus do sarampo.

A doença é tão contagiosa que uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas, que não estejam imunes. O contágio pode ocorrer entre 4 dias antes e 4 dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo da pessoa já infectada.

Fique atento aos sintomas do sarampo! Se você ou alguém próximo tiver febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, nariz escorrendo ou entupido, mal-estar intenso, acompanhado de manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo corpo, evite contato com outras pessoas e busque imediatamente uma unidade de saúde mais próxima.

Após o aparecimento das manchas, a persistência da febre é um sinal de alerta e pode indicar gravidade, principalmente em crianças menores de 5 anos de idade. Buscar o serviço de saúde representa ter o diagnóstico correto, o início do tratamento, além de reduzir o risco de espalhar a infecção para outras pessoas.

vacina sarampo
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na unidade de saúde, a pessoa com suspeita de sarampo passará por um teste clínico e de sangue (igM e PCR). O resultado é positivo para a doença se os dois exames de sangue derem positivos para sarampo. Porém, mesmo trabalhando como caso suspeito, o serviço faz uma ação chamada de ‘bloqueio vacinal’, ou seja, irá vacinar todas as pessoas que tiveram ou têm contato com aquele caso, em até 72 horas.

Para essa ação, não há necessidade de revacinação das pessoas que já foram vacinadas anteriormente e que têm comprovação vacinal. Essa medida é extremamente importante para o controle e a interrupção da transmissão do vírus.

Muitas doenças comuns no Brasil e no mundo, como o sarampo, voltaram a ser um problema de saúde pública por causa das baixas coberturas vacinais. Mas é importante reforçar que a saúde não é uma responsabilidade exclusiva do governo, dos profissionais e dos médicos. É de todos nós.