Carlin Filho pede acionamento da Comissão de Ética após novos ataques de Luiz Carlos na Câmara de Itabira
O conflito ocorreu durante a segunda votação do Projeto de Lei nº 59/2026, de autoria da Mesa Diretora, que altera a Lei nº 5.190/2019 para criar o cargo de Coordenador da UAI
A reunião da Câmara de Itabira desta segunda-feira (29) foi finalizada após um novo embate entre o vereador Luiz Carlos de Souza (Podemos) e o presidente do Legislativo, Carlos Henrique Silva Filho, o Carlin Sacolão Filho (Solidariedade). Durante a discussão sobre o Projeto de Lei nº 59/2026, que cria o cargo de Coordenador da futura Unidade de Atendimento Integrado (UAI), Luiz Carlos voltou a criticar a condução do projeto e fez ataques ao presidente da Câmara.
“Eu não sou contra o UAI não, eu sou contra a irresponsabilidade. E se eu sou um mentiroso, o senhor é um pau-mandado do prefeito, um cachorrinho do prefeito, um cachorrinho-mestre do prefeito, o senhor faz tudo o que o prefeito manda e só faz coisa errada. Então, na hora que desfechar (sic) tudo isso aqui, eu vou mover uma ação popular. O senhor vai ver como que torra dinheiro o povo”, disse o vereador.
Após a manifestação, Carlin solicitou que a fala fosse registrada em ata e anunciou que encaminhará o caso à Comissão de Ética da Câmara por possível quebra de decoro parlamentar. “Gostaria que constasse em ata a fala do vereador e gostaria também de acionar a Comissão de Ética por possível quebra de decoro”, declarou.
O conflito ocorreu durante a segunda votação do Projeto de Lei nº 59/2026, de autoria da Mesa Diretora, que altera a Lei nº 5.190/2019 para criar o cargo de Coordenador da UAI. A função será ocupada exclusivamente por um servidor efetivo da Câmara após a implantação da unidade. Antes da votação, Luiz Carlos voltou a defender a representação apresentada ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) contra o contrato de aluguel do imóvel destinado ao futuro Posto UAI.
Segundo o vereador, “o TCE não arquivou o processo. A equipe técnica encontrou indícios de possíveis irregularidades”, argumento que utilizou para sustentar suas críticas à contratação e ao pagamento do aluguel antes da conclusão das adaptações no imóvel. Na resposta, Carlin apresentou ao plenário a decisão do Tribunal de Contas e destacou que o pedido de medida cautelar feito por Luiz Carlos para suspender os pagamentos foi rejeitado. “Indefiro o pedido cautelar de sustação de pagamento de futuros ou de execução financeira de aditivo”, diz o despacho assinado pelo conselheiro Agostinho Patrus.
O presidente também ressaltou que o próprio documento esclarece que a negativa da medida cautelar não impede o prosseguimento da análise técnica do processo nem a adoção de futuras providências, caso sejam constatadas irregularidades graves. Em seguida, entregou uma cópia da decisão ao vereador e afirmou: “Se você não der conta de ler, pede sua assessoria para estar lendo e te explicando direitinho.”
Em tempo: Ao fim da discussão, o Projeto de Lei nº 59/2026 foi aprovado em segundo turno pelo placar de 14 votos favoráveis e um contrário, repetindo o resultado da primeira votação. A proposta segue agora para sanção do Executivo.
O projeto cria o cargo de Coordenador da Unidade de Atendimento Integrado (UAI), que será ocupado por um servidor efetivo da Câmara Municipal após a implantação da unidade, destinada à oferta de serviços públicos estaduais, como emissão de documentos e outros atendimentos à população. Já o pedido de Carlin para que a Comissão de Ética analise a conduta de Luiz Carlos seguirá os trâmites internos previstos no Regimento Interno da Câmara Municipal de Itabira.




