Carlos Henrique critica vereadores que cobram o Saae, mas não acompanham prestação de contas da autarquia

Antes de apresentar questionamentos ao diretor-presidente do Saae, Carlos Henrique lamentou o número reduzido de parlamentares acompanhando a prestação de contas

Carlos Henrique critica vereadores que cobram o Saae, mas não acompanham prestação de contas da autarquia
Foto: Guilherme Guerra/DeFato

A prestação de contas do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Itabira, realizada nesta segunda-feira (22) durante reunião de comissões da Câmara Municipal, contou com a participação de apenas cinco dos 17 vereadores da atual legislatura. Estiveram presentes o vereador Carlos Henrique de Oliveira (PDT), além de Júlio César de Araújo “Júlio Contador” (Progressistas), Elísio Lúcio “Lico do Carmo” (PDT), Reinaldo Lacerda (PSD) e Elias Lima (Solidariedade). Os demais parlamentares não participaram do encontro.

Antes de apresentar questionamentos ao diretor-presidente do Saae, Valdeci Luiz Fernandes Júnior, Carlos Henrique lamentou o número reduzido de parlamentares acompanhando a prestação de contas. “Infelizmente, mais uma vez, a participação dos vereadores é baixa nas reuniões de comissões. Inclusive vereadores que fazem muitos questionamentos aqui, porque o Saae é uma das pastas importantes, assim como Obras e Saúde”, afirmou.

Logo após, o vereador disse que as reuniões de comissões são espaços destinados justamente ao esclarecimento de dúvidas e à fiscalização dos serviços públicos. Segundo ele, os vereadores que possuem questionamentos sobre a atuação da autarquia deveriam aproveitar a oportunidade para debater diretamente com o responsável pelo órgão.

“Sabendo que temos 17 vereadores, principalmente os vereadores da oposição, que é quem deveria tirar todas as dúvidas e não fazer palanque no dia de reunião”, acrescentou.

Ao longo da reunião, Valdeci Fernandes detalhou indicadores operacionais e financeiros, respondeu sobre tempo de espera em reparos e ligações de água, o elevado número de reclamações por falta de abastecimento, os impactos das interrupções na água importada da Vale, futuro concurso público da autarquia, o uso inadequado da rede de esgoto pela população e os custos do sistema de esgotamento sanitário.

Também estiveram em pauta os estudos tarifários conduzidos pela Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento Básico de Minas Gerais (Arisb-MG), a possibilidade de reajustes futuros nas tarifas de água e esgoto, além dos impactos do alto consumo de energia elétrica da Estação de Tratamento de Água (ETA) Rio Tanque nas despesas da autarquia. 

Durante a apresentação, Valdeci ainda destacou que bairros como Santa Ruth, Ribeira de Cima e Fênix figuram entre os mais afetados pelas interrupções no abastecimento de água registradas no município.

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