Catas Altas: PIB nas alturas, arrecadação ainda pequena

A pequena Catas Altas: riqueza aumentou no município, mas Prefeitura ainda não sentiu os cofres encherem

Catas Altas: PIB nas alturas, arrecadação ainda pequena

Quando o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010 foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) no início de dezembro, chamou atenção em Minas Gerais o salto que deu a pequena cidade de Catas Altas, na região do Médio Piracicaba. Localizada aos pés da Serra do Caraça, o município com pouco mais de 5 mil habitantes apresentou crescimento de 327% no PIB entre 2009 e 2010. Bom seria se a arrecadação da Prefeitura acompanhasse o ritmo, mas não é isso que acontece, segundo prefeito reeleito Saulo de Castro (PT). 

A causa do aumento impressionante do PIB de Catas Altas é a Mina do Fazendão, operada pela Vale. O projeto começou a funcionar a todo vapor em 2010 e tem capacidade de produção para 17 milhões de toneladas/ano. A produção, porém, está na casa de 10 milhões de toneladas, de acordo com o prefeito. Segundo Saulo, o PIB da cidade vai ficar ainda mais significativo quando a mineradora fizer a expansão das cavas e o empreendimento atingir a capacidade total. 

Em números absolutos, entre 2009 e 2010 a soma das riquezas do município passou de R$ 72,5 milhões para R$ 309,8 milhões. A arrecadação de Catas Altas, no entanto, pouco. "A nossa arrecadação em 2009 até recuou, quase 20%. Em 2010 teve aumento, em 2011 superou e em 2012 até teve um recuo de uns 7%", comenta o prefeito.  Saulo de Castro calcula que o crescimento do PIB só vai refletir na arrecadação em 2013. "Em 2013, aí sim, o aumento do PIB vai refletir, por intermédio do VAF (Valor Adicionado Fiscal), no nosso bolo do ICMS. Ainda assim teremos um crescimento de 20%, bem diferente dos 327% que foi o aumento do nosso PIB", completa. 

"O crescimento do PIB significa que a cidade está um pouco mais rica, mas não quer dizer que a Prefeitura está arrecadando na mesma proporção. As pessoas costumam confundir as coisas. Acham que pelo fato do PIB ter crescido tanto, a arrecadação também aumentou assustadoramente. Não foi dessa forma", argumenta o prefeito que vai para o seu segundo mandato à frente de Catas Altas.