Centro de internação de menores volta à estaca zero em Itabira
Área no Barreiro não era nem para ter sido visitada

O tão discutido centro de internação para adolescentes infratores voltou a dominar as discussões na Câmara Municipal de Itabira, durante a reunião dessa terça-feira, 16 de junho. O assunto foi introduzido pelo vereador Ilton Magalhães (PR), membro de uma comissão especial que acompanha o processo. No que depender do Legislativo, o centro não será construído em um terreno da Prefeitura no bairro Barreiro, embora a área tenha sido aprovada pelo Estado.
Segundo Ilton, depois que saiu na imprensa a notícia de que o terreno perto de uma escola havia sido aprovado, vários líderes comunitários do Barreiro procuraram membros da comissão para reclamar. Uma reunião inclusive será realizada no bairro para esclarecer a situação.
Os vereadores lembraram que o terreno já havia sido descartado pelas autoridades itabiranas na época em que representantes do Estado visitaram Itabira para averiguar áreas disponíveis. Não se sabe a razão, exatamente o terreno menos cotado foi o preferido da secretaria de Estado de Defesa Social.
Rodrigo Diguerê (PV), líder do governo na Câmara, disse que não é do interesse do governo repassar o terreno para o Estado com tal finalidade. Com isso, a discussão volta ao início: sem área, sem previsão.
Próximo ao presídio
O vereador Geraldo Torrinha (PDT) sugeriu uma negociação com a Vale para usar parte de um extenso terreno da mineradora próximo ao Presídio de Itabira. Segundo ele, trata-se de uma área de segurança, fora do eixo urbano, que atenderia perfeitamente aos anseios da população. A ideia foi bem aceita pelos demais colegas. Solimar Silva (SD) disse, inclusive, que há informações extraoficiais de que a empresa não teria dificuldade em doar a área para abrigar o centro de internação.
Necessidade urgente
O centro para menores infratores, discutido à exaustão desde o ano passado, é apontado por autoridades da área de segurança como um caminho para a redução da criminalidade em Itabira. Sem ter onde cumprir medidas socioeducativas, os menores são constantemente apreendidos, principalmente por crimes de furto e roubo, mas voltam às ruas. Cientes da impunidade, não hesitam em praticar novos crimes. Há casos de adolescentes apreendidos duas vezes ou mais no mesmo dia.