César Lopes diz que quer levar para a Prefeitura as lições da iniciativa privada
O presidente do PMDB Jovem, Douglas Freire, César Lopes e o ex-secretário de Esportes Élson Ferreira Sá

O empresário Gil César Lopes visitou a redação do Grupo DeFato na manhã desta terça-feira, 5 de julho, e falou sobre sua pré-candidatura a prefeito de Itabira pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Empresário bem sucedido, proprietário de 28 lojas no segmento de eletrodomésticos e outros setores, ele diz que pretende levar para a administração pública as lições que aprendeu na iniciativa privada. Também falou sobre composições políticas. Descartou caminhar ao lado do atual prefeito, Damon Lázaro de Sena (PV), e adotou discurso de terceira via nas eleições de outubro.
O proprietário do Grupo Dular disse que topou ser pré-candidato porque acredita em uma forma diferente de fazer política. Para César, as técnicas e ferramentas que levam ao sucesso na iniciativa privada podem, sim, ser utilizadas no setor público. O primeiro passo, segundo ele, é fazer o servidor público entender que é parte importante do processo. E isso só ocorrerá se os trabalhadores estiverem motivados.
“A intenção é mostrar, primeiramente, ao servidor público, a importância de uma gestão transparente, uma gestão que envolva a todos com bastante clareza e que mostre qual o objetivo a administração pública quer alcançar”, afirmou César Lopes. Segundo o empresário, o modelo foi aplicado com sucesso em suas empresas, tanto que ele conseguirá se afastar sem preocupação para disputar as eleições. “O que eu quero passar para a gestão pública é que cada um saiba o seu papel. Não é eu que sou dono. O dono do negócio é a equipe”, completou.
A intenção de adotar um modelo inédito de administração pública é o argumento de César para descartar a parceria com o prefeito Damon, que tentará à reeleição. Ele diz que sua pré-candidatura não está atrelada ao governo e nem à oposição, daí o termo “terceira via”. “Eu vejo que é por isso que o PMDB escolheu um administrador. O partido enxerga que a administração pode ser feita completamente diferente. E foi por isso que eu aceitei. Se for para fazer política da mesma maneira que foi feito anteriormente, eu não quero. Se for para fazer algo diferente, pode contar comigo. Então, eu vejo que é difícil a gente caminhar com o atual governo”, define.
O PMDB esteve ao lado de Damon nas últimas eleições municipais e tinha até o vice-prefeito, Reginaldo Calixto, que acabou rachando com o pevista e depois se desfiliou do PMDB.
Composições e viabilidade
Se a parceria com Damon está descartada, o mesmo não vale para os demais concorrentes. César Lopes diz que as negociações estão a todo vapor e que, ao contrário de outros pré-candidatos, ele não vê problemas em formar coligações maiores. “Eu acho que a política é feita com pessoas, pessoas de bem que têm visão e querem ajudar. Eu fico na contramão de alguns que dizem que não querem apoio de fulano ou de cicrano, nada disso. Empreendedor é aquele que consegue pegar a história e a experiência de quem já passou e seguir as orientações para errar menos”, argumenta.
E um dos nomes visados para ser parceiro da pré-candidatura é o de João Izael. Antes de vir à DeFato, César estava reunido com o ex-prefeito para falar sobre as movimentações políticas e “apresentar a linha de trabalho”. De acordo com o empresário, João gostou do que ouviu e afirmou que há possibilidades de um alinhamento, desde que a campanha do peemedebista apresente possibilidades factíveis de vitória.
“O João foi prefeito duas vezes, foi vice-prefeito, tem uma experiência enorme na gestão pública, tem o entendimento, conhece Itabira profundamente. Foi um bate-papo muito bom. E é isso que o PMDB vai fazer, se reunir com pessoas de bem para fazer uma gestão que erre o mínimo possível”, declarou César, que continuou: “O João entende que se tiver um projeto que realmente possa sair vitorioso, não há dificuldade alguma de estar junto. Ele enxerga nossa candidatura como palpável”.
Em junho, César Lopes esteve reunido com o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (PMDB). Ele apresentou algumas reivindicações do município em diversas áreas. Para o pré-candidato, o fato de seu partido ter o segundo homem mais importante do estado e o presidente interino da República são dois fatores importantes e que dão força à sua pretensão de chegar à Prefeitura de Itabira. De acordo com César, as portas estão abertas para ele no estado e na União.
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Élson Sá, Antôno Andrade, César Lopes e o deputado federal Leonardo Quintão, todos do PMDB
Projeto de 4 anos
César Lopes também falou sobre suas intenções na política. O peemedebista disse que não pretende seguir carreira no setor público. Se eleito prefeito, a promessa é de ficar apenas quatro anos, prazo que, para ele, é suficiente para promover muitas benfeitorias para a cidade. Depois, voltaria para o setor privado. “Não quero fazer carreira na política. São quatro anos e só. Eu tenho uma responsabilidade muito grande com a minha equipe. Tenho mais de 200 funcionários, duzentas famílias que dependem do meu negócio”, completou.
O empresário disse que já fez um análise do panorama econômico nos próximos anos e que o cenário não é de grandes investimentos. Por isso, acredita que conseguirá se ausentar sem colocar seus negócios em risco. Questionado se não teme as amarras do setor público, como burocracias e licitações, que são bem diferentes da iniciativa privada, ele respondeu que não e que até enxerga esse fator como positivo.
“Fiquei pouco tempo no Saae (foi presidente da autarquia durante o governo João Izael) e foi bacana para entender como funciona o setor público. Nada melhor que fazer as coisas dentro da lei. E isso o setor público entende. Quando se percebe que há algo manipulado, o negócio trava. Agora, quando é em cima da lei, em cima do correto, o negócio flui com rapidez e tranquilidade”, disse César.
Na visita à DeFato, César Lopes esteve acompanhado do ex-secretário de Esportes Élson Ferreira Sá e do presidente do PMDB Jovem, Douglas Freire, ambos pré-candidatos a vereador.