Circuito do Ouro: oportunidades e desafios na retomada do turismo
Minas Gerais possui diversas regiões turísticas que apresentam possibilidades ao ar livre e importantes patrimônios
A pandemia ainda não acabou, porém já percebemos uma movimentação dos destinos e a reabertura gradual do setor. O Ministério do Turismo, inclusive, já apresentou ao mercado o Plano de Retomada, organizado em quatro fases: Proteção, Retomada, Incentivo e Promoção.
Segundo a previsão da CAP/AMAZON Tropical Marketing, que divulgou uma projeção para as tendências do turismo, sendo uma delas a provável retomada do setor antes do final do ano, se mostrou certeira. Além disso, a pesquisa apresentou grande crescimento para o turismo regional, principalmente a busca por possibilidades junto à natureza.
Segundo o relatório do Fórum Econômico Mundial (2019), o Brasil aparece na 2ª posição no ranking em recursos naturais e 9º em recursos culturais. São avaliados diversos aspectos relacionados ao setor turístico e o objetivo do estudo é servir de instrumento para indução de políticas públicas.
Minas Gerais possui diversas regiões turísticas que apresentam possibilidades ao ar livre e importantes patrimônios. Apenas em nossa região, marcada pelo ciclo do ouro, existem várias opções de cachoeiras, trilhas, parques, passeios ao ar livre de um modo geral. Além disso, abrigamos cidades que possuem grande peso histórico-cultural. Isso tudo sem falarmos das manifestações religiosas e uma gastronomia que permite apresentarmos Minas muito além do pão de queijo.
A região do Circuito do Ouro é composta por 15 municípios, estes organizados em 4 roteiros segmentados por rotas temáticas: Entre Serras da Piedade ao Caraça; Entre Cenários da História; Entre Trilhas, Sabores e Aromas e Roteiro Entre Ruralidades e Personalidades. O objetivo da organização da região por roteiros e rotas temáticas é auxiliar os viajantes autoguiado a definir o seu destino com base no seu interesse.
Nos últimos cinco anos, consolidamos uma estratégia para dar visibilidade a região de maneira contextualizada. Atualmente, percebemos que a nossa visão para promoção estava na direção certa, já que essa facilitação da leitura regional e a proximidade dos roteiros da capital mineira estão entre as tendências para este novo momento do turismo.
E os desafios? São diversos! Embora o Circuito do Ouro seja uma região privilegiada para essa retomada, sabemos dos gargalos, sendo um deles as estradas. É urgente as melhorias nas rodovias para facilitar o deslocamento e principalmente garantindo segurança. O processo de retomada do setor é uma responsabilidade coletiva. Os empreendimentos e atrativos turísticos precisam perceber o seu papel nessa retomada e fazer as medidas de segurança uma rotina necessária, afinal o turista estará atento a esses detalhes mais do que nunca.
É importante destacarmos também o papel do viajante na retomada do setor. É preciso respeito aos protocolos estabelecidos, tanto pelos empreendimentos, quanto pelos órgãos competentes e a manutenção dos cuidados individuais. Precisamos viver as experiências com a consciência de que ao sairmos daquele lugar, uma comunidade permanece.
Márcia Martins é diretora executiva da Associação do Circuito do Ouro. O conteúdo expresso é de total responsabilidade do colunista e não representa a opinião da DeFato.




