Cirurgia pode dar qualidade de vida a menino itabirano com doença cerebral
Arthur Felipe Andrade dos Santos, de 3 anos, está há poucos passos de retirar nódulos da mama causados por abaulamemto cerebral

O pequeno itabirano de 3 anos, Arthur Felipe Andrade dos Santos, está há poucos passos de conquistar a tão sonhada qualidade de vida. Ele foi diagnosticado com abaulamemto cerebral no ano passado e, desde então, vem fazendo o tratamento para minimizar os danos causados pela doença. Para custear o tratamento, que ainda está em andamento, a mãe de Arthur, Anna Dallyla de Assis Andrade, de 27 anos, fez diversas ações para arrecadar recursos. Após as atividades, o itabirano pôde fazer vários exames e, hoje, há grandes chances dele realizar uma cirurgia.
Arthur possui abaulamemto cerebral na hipófise, glândula endócrina, de funções múltiplas, localizada na parte inferior do cérebro. Devido à doença, a criança convive com sucessivas mudanças de humor, principalmente irritabilidade frequente. Além disso, como consequência, Arthur desenvolveu uma ginecomastia bilateral (inchaço do seio direito), provocado por nódulos desenvolvidos pelo hipofisário.

Tratamento
Após consulta com um neuropediatra, Arthur recebeu o diagnóstico de que a pressão cerebral dele é bem maior do que o normal, e por isso, muita informação é encaminhada para uma parte do corpo. No caso dele, toda essa informação foi encaminhada para a mama, formando os nódulos, além de tornar o seu cérebro maior.
Moradora do bairro João XXIII, em Itabira, Anna Dallyla conta que Arthur faz tratamento desde agosto de 2019, consultando vários médicos e fazendo muitos exames. “Nessa fase final, tivemos uma consulta com o neuropediatra e ele falou que no caso do Arthur, a questão cerebral só pode ser controlada com medicação, que ele terá que tomar até a fase adulta. A cirurgia seria para a retirada dos nódulos, que com o passar do tempo, ficam cada vez maiores e podem se espalhar pelo corpo”, disse a mãe.
“O médico vai ver o prontuário do Arthur para ver qual a melhor forma de cirurgia é a mais adequada porque, às vezes, mesmo depois de retirados, os nódulos podem voltar. Por isso vamos decidir se vamos entrar na fila do SUS ou optar pela cirurgia particular”, afirma Anna Dallyla.
A mãe explica que se for decidido pela cirurgia, a criança tem duas opções: fazer o procedimento no Sistema único de Saúde (SUS) ou particular. Caso opte pelo Sus, Arthur terá que entrar na fila e esperar de seis a oito meses para realizar a retirada dos nódulos. Se o procedimento for realizado particular em caráter emergencial, com lipoaspirada, raspagem do local e a retirada dos nódulos, o custo seria de R$10 mil.
De acordo com a mãe do itabirano, os gastos com o tratamento são grandes. Apesar de conseguir algumas consultas pelo Sus, muitos dos exames são custeados por ela e pelo avô da criança. Contudo, Anna Dallyla ainda conta com o dinheiro de doação para comprar os medicamentos do Arthur.
“Hoje eu já gastei em torno de R$10.500. Com as ações, nós conseguimos arrecadar a R$8.500”, disse a mãe.
Arthur e Ryan
Anna Dallyla ainda conta que, além dos gastos com Arthur, ela também precisa cuidar do seu outro filho. Ryan, de 7 anos, possui deficiência auditiva e realiza tratamentos em São Paulo. “Em fevereiro, eu o levei para fazer uma consulta e logo depois ele fez a cirurgia para colocar o aparelho auditivo. Na orelha direita infelizmente ele vai ter que colocar um implante coclear porque a membrana não teve recuperação, mas o esquerdo deu certo. Então eu tenho que ficar de olho porque tenho que pensar que os dois precisam de mim, o tempo todo”, desabafa a mãe.

Comportamento
A rotina de Anna Dallyla para cuidar dos seus dois filhos é pesada. Com um cronograma bem definido, a mãe tenta conciliar horários de médicos, exames e atividades escolares para não desamparar os pequenos.
“No caso do Arthur, devido à doença, ele apresenta retardo de aprendizado, é hiperativo e tem transtorno opositor. Toma vários remédios controlado para nervo e dormir. Por conta da sua agitação, a minha maior preocupação era dele dar crises compulsivas no sono”, desabafa a mãe.
Ademais, ele também tem dificuldade de alfabetizar e socializar. “Tudo que faço para ele hoje é para que ele não se torne um adulto com vários problemas. O médico disse que o abaulamento do cérebro vai ser acompanhando, mas não tem como fazer muita coisa”, fala Anna Dallyla.
“Ele começou pelo simples fato de não dormir e ser nervoso ao extremo. Ele virava noites acordado e chorava. Quando ele dormia, era uma hora só . Ele não consegue concentrar e sentia a pressão do cérebro”, conta a mãe.
Em 30 dias, o médico vai dar o parecer sobre o caso de Arthur, para avaliar todos os protocolos pelos quais a criança já passou. Enquanto isso, Anna Dallyla ainda não sabe como vai continuar custeando o tratamento, mas afirma que tudo que estiver ao seu alcance, ela vai fazer pelos filhos.