Cisne alega desequilíbrio econômico e pede aumento na passagem
Bruno Figueiredo e Albino Pinheiro, representantes da Cisne
A Transportes Cisne, empresa responsável pelo transporte público coletivo em Itabira, falou mais uma vez sobre a necessidade de aumento da tarifa no município, alegando desequilíbrio econômico no contrato. O assunto foi um dos temas tratados na reunião do Conselho Municipal de Trânsito, na tarde desta quarta-feira, 3 de agosto.
Os responsáveis da empresa e conselheiros, Albino Pinheiro e Bruno Figueiredo, explicaram que, pelo contrato, a Cisne pode pedir esse reajuste toda vez que a planilha de custos apresentar desequilíbrio. Eles argumentaram que nos últimos cinco anos só ouve aumento duas vezes.
Albino e Bruno também contaram que a planilha já foi enviada para análise por parte da Transita, que teria prometido fazer análise até a próxima sexta-feira, 5. Os representantes disseram que na próxima reunião do Conselho vão apresentar o documento com a relação custos/arrecadação para os conselheiros.
Em recente entrevista ao Jornal Diário de Itabira, o superintendente da Transita, Flávio Raimon, afimou que não está nos planos do governo conceder aumento à Cisne em 2016.
Falta de cobradores
O presidente do Conselho, João Miguel de Abreu, reclamou da falta de agentes de bordo em algumas linhas do município durante os finais de semana. O conselheiro, que é cadeirante, disse que passou por uma situação em que o motorista teve de acionar o freio de estacionamento do veículo, que estava com passageiros, para ir operar o elevador e só assim conseguiu embarcar.
A Cisne alegou que tem tomado essa medida em linhas com menor demanda, respaldada pelo contrato de concessão, que permite a ela tomar medidas para equilíbrio econômico. O representante da OAB, advogado Antônio Martins, que tomou posse do cargo na reunião, questionou se o contrato não exige a presença dos agentes. Os responsáveis pela empresa explicaram, então, que o contrato não cita a exigência dos profissionais. “Se não houvesse o desequilíbrio econômico na operação, tal medida não teria sido tomada”, argumentaram.
Nova regulamentação
A reunião também discutiu uma nova regulamentação do serviço de ônibus em Itabira. A Cisne pediu revisão de alguns pontos que estariam defasados, como um trecho que falava do embarque pela porta de trás, que já foi alterado há alguns anos. Os responsáveis pela empresa disseram que a mudança diminuiu a zero os casos de atropelamento de usuários que desembarcavam do veículo e atravessavam na frente dele.
Um dos conselheiros chegou a sugerir que fossem instalados cintos de segurança para os agentes de bordo. Albino e Bruno explicaram que isso é inviável pois os coletivos não saem de fábrica com o dispositivo, e que os agentes precisam se movimentar constantemente para cobrar a passagem de grávidas e operar o elevador, por exemplo.