Colecionador de pimenta tem até espécies internacionais

O auxiliar de produção Fernando Silva Pereira, 26 anos, tem um hobby diferente. Há dois anos, decidiu colecionar diferentes tipos de pimenta. Mais do que isso, decidiu plantar, cuidar e estocar o condimento. Em casa, guarda quase uma dezena de potes de diferentes tamanhos, cada um com uma espécie diferente, inclusive internacionais.   Fernando conta que […]

Colecionador de pimenta tem até espécies internacionais

O auxiliar de produção Fernando Silva Pereira, 26 anos, tem um hobby diferente. Há dois anos, decidiu colecionar diferentes tipos de pimenta. Mais do que isso, decidiu plantar, cuidar e estocar o condimento. Em casa, guarda quase uma dezena de potes de diferentes tamanhos, cada um com uma espécie diferente, inclusive internacionais.  

Fernando conta que a paixão pela pimenta nasceu de repente. Ele foi a um almoço na casa de um cunhado e provou de um feijão tropeiro com a pimenta “dente de moça”. Gostou muito e decidiu imitar o irmão da esposa, que também colecionava o condimento. “Acho que hoje já tenho mais espécies que ele. De vez em quando ele vem aqui me pedir algumas”, conta.

Entre a coleção de Fernando está a pimenta “naga jolokia”, importada da Índia, considerada pelo Guinness Book como a mais picante do mundo. A fama da ardência é tão grande que o próprio colecionador ainda não teve coragem de provar. Outra espécie internacional presente no estoque do auxiliar é a “caiene”, trazida dos Estados Unidos.

Fernando não compra a pimenta pronta. Ele investe nas sementes, leva para o terreno na casa da mãe e espera nascer. O processo é demorado. Até chegar à fase de ser condicionada, pode levar até 120 dias. O auxiliar de produção estuda as melhores maneiras de guardar o condimento e leva para cima de um armário, onde fica como um troféu. “Não basta guardar de qualquer maneira. Cada pimenta deve ser condicionada de uma maneira diferente. Umas ficam boas no azeite, outras na cachaça”, comenta.

A vontade de Fernando colecionar pimentas é tão forte que já causa problemas em casa. A mulher dele, Nayara Mara Gonçalves, brinca que não aguenta mais ver o marido comprar sementes. “Ele passa pelas lojas e quer levar todas”, conta. “Um dia ela disse que eu tinha que escolher entre ela ou as pimentas”, comenta Fernando, entre gargalhadas.

Mesmo sem a benção da esposa (que no fundo dá mostras de que gosta, sim, do hobby do marido), ele diz que em dezembro deve ir a Belo Horizonte comprar mais sementes. Fernando não encontra as variedades que procura em Itabira.

O auxiliar de produção nem pensa em vender as pimentas que planta. “Eu só compro”, brinca. “É uma coleção diferente. Eu gosto muito de colecionar pimentas. É uma distração. Não conheço outra pessoa que coleciona aqui em Itabira. Até deve ter outras pessoas. Mas acho difícil ter as espécies que eu tenho”, conclui Fernando.