Com passagem vitoriosa pelo Sada Cruzeiro Vôlei, itabirano parte para Portugal
Wilham juntamente com dirigentes do Ginásio Vilacondense, de Vila do Conde, Portugal
Com apenas 21 anos e um currículo de dar inveja, o itabirano Wilham Wandersson Gonçalves, que se destacou nas equipes de base do Sada Cruzeiro Vôlei, uma das principais equipes do mundo no esporte, partiu para Portugal. Lá na terrinha ele agora defende o Ginásio Vilacondense, de Vila do Conde, cidade situada na região do Porto, no norte do país.
Criado no bairro Campestre, o jovem contou que sempre gostava de jogar futebol nos jogos escolares defendendo a sua escola, o Emílio Pereira. E foi assim, meio que por acaso, que ele chegou ao vôlei. “A gente sempre perdia (no futsal) e o vôlei ganhava. Aí a galera que perdia no futsal viajava com o vôlei, pois sempre tinham uns meninos mais altos que sabiam jogar também. Aí nessa, minha professora Alessandra começou a falar comigo pra eu poder investir, que eu sabia jogar, aí escutei ela e quis seguir em frente”, contou.
A partir daí Wilham seguiu para João Monlevade, onde foi atuar pelo Sesi. De lá ele acabou recebendo a oportunidade de defender o Sada Cruzeiro e também o Uberlândia, além da Seleção Mineira. O itabirano, polivalente em quadra, atua como ponteiro e oposto. No time celeste ele enfileirou títulos, como Campeão Mineiro Infanto Juvenil – Campeão da Copa Adolfo Infanto Juvenil – Campeão da Copa Olympico Infanto Juvenil – Bicampeão Metropolitano/MG Juvenil – Campeão da Fase Regional do JIMI – Campeão da Fase Estadual do JIMI e Campeão da Superliga Masculina de Vôlei B com o juvenil do Sada.

Wilham com colegas do Sada Cruzeiro. Ele é o primeiro sentado na esquerda da foto / Reprodução
Sobre a experiência de estar no meio dos craques do time cruzeirense, que certamente será lembrado como um dos maiores da história do vôlei, com três títulos mundiais, tetracampeão da Superliga, bicampeão da Copa do Brasil, hepta do Mineiro, entre outros, Wilham disse que foi uma grande honra. “É uma experiência que vou levar para o resto da vida. São grandes atletas que me ajudaram bastante enquanto eu estava lá. Tem uma comissão técnica muito boa, desde a base até o profissional, todos com o objetivo de formar grandes atletas. Só posso agradecer por ter passado por essa equipe, que fez e ainda vai fazer muita história”, afirmou.
Portugal
Sobre a aventura no exterior, Wilham acredita que vai ser uma grande experiência na carreira dele como atleta. “Só espero poder fazer uma boa temporada e ajudar a equipe com o meu bom desempenho”, falou.
O itabirano ainda elogiou a estrutura do Ginásio Vilacondense e disse que se sentiu muito bem recebido pela diretoria do clube e pelos outros atletas. Ele disse ainda ter gostado da cidade de Vila do Conde, apesar das baixas temperaturas nesta época do ano, que é inverno em Portugal. “A cidade é boa e muito tranquila, só é muito fria (risos). Mas me sinto bem aqui, isso é importante para o meu desempenho na equipe”, concluiu.
Seleção
Sonho de qualquer atleta em seu esporte, a vitoriosa Seleção Brasileira de Vôlei não deixa de ser também um desejo de Wilham. E ele espera conseguir repetir a trajetória de outro itabirano, Talmo Curto de Oliveira, que conquistou o ouro olímpico em Barcelona 1992. “Sei das dificuldades de chegar lá, pois o voleibol vem crescendo muito e revelando muitos talentos. Mas eu vou treinar forte e dar o meu melhor para, quem sabe um dia, poder repetir esse feito”, disse.
Superliga em Itabira
O esporte é tradicional na cidade. Além da trajetória vitoriosa de Talmo, a cidade já teve um time próprio, logo no primeiro ano da Superliga, na temporada 1994/1995. O Valeriodoce/Bretas/Teuto, mais conhecido como VEC/Bretas, acabou o torneio na 11ª colocação, entre 12 times. A equipe tinha no elenco os itabiranos Tarcio Curto de Oliveira, irmão de Talmo, e Marcelo da Silva.
Figurinhas do VEC/Bretas à venda no Mercado Livre / Reprodução
O Sada Cruzeiro também mandou vários jogos em Itabira pela Superliga e Campeonato Mineiro, entre 2009 e 2011, no Ginásio Poliesportivo Maestro Silvério Faustino, por influência de Talmo, que era treinador da equipe.
Wilham lamenta a falta de projetos na cidade que possam lapidar novos talentos. “Já treinei com muitos jogadores bons que talvez poderiam estar jogando profissionalmente também. Mas não tinham visibilidade. Espero que um dia Itabira possa dar mais valor a esse esporte também”, lamentou.