Com pouco dinheiro, Festival de Inverno de Itabira será genuinamente itabirano
Prefeito Damon e superintendente Kiki durante entrevista coletiva
O prefeito Damon Lázaro de Sena e a superintendente da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), Sônia Cristina Magalhães, apresentaram, na tarde desta sexta-feira 26, a programação do 41º Festival de Inverno de Itabira (5 a 26 de julho).
Como adiantado pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura, o festival será composto basicamente por artistas itabiranos. Das 18 atrações musicais, por exemplo, somente duas serão de fora: Creedence Cover e Nathy Faria, ambos de Belo Horizonte.
A programação foi divulgada durante uma coletiva de imprensa. Segundo o prefeito, a organização tem à disposição este ano menos de 10% do dinheiro que foi gasto em 2014. Serão R$ 192 mil em 2015, ante R$ 2,2 milhões no Festival anterior. “Será um Festival de Inverno itabirano”, disse Damon.
Clique e veja a programação
Kiki, como é conhecida a superintendente da FCCDA, afirmou que, apesar do pouco dinheiro e da ausência de atrações renomadas, o 41º Festival de Inverno de Itabira vai surpreender. “Não economizamos em criatividade e comprometimento”, declarou. Segundo ela, para não encurtar os dias de programação, como fez Ouro Preto, a equipe da Fundação correu atrás de parceiros e articulou contatos para conseguir atrações de baixo custo – e de qualidade. Kiki disse também que não é porque este ano o orçamento está menor que os artistas de Itabira estão sendo destacados. “Desde 2013 eles têm as portas abertas aqui na Fundação”, afirmou.
A Rosa e Povo
E foi a própria superintendente quem criou a marca do Festival que tem como tema “A Rosa e Povo, o Eu e o Mundo”, baseado em um dos livros de Drummond. A mestre de cerimônia fez questão de ler o currículo completo da superintendente-designer, com destaque à referência conceitual que precedeu a criação da marca.
Sem patrocínio
Questionada sobre outras fontes de recursos, já que neste ano a Vale não patrocinou o Festival de Inverno por causa da crise, Sônia Magalhães informou que tentou apoio de outras empresas, mas não obteve êxito. O prefeito também correu atrás de verba no Governo do Estado e em Brasília. Não foi possível. Mas ainda dá tempo; se alguma empresa quiser patrocinar o Festival, pode procurar a superintendente na Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade e discutir os termos da parceria.
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