Com várias mudanças, missa das crianças volta a receber fiéis itabiranos

Frequentadores terão que se acostumar com um novo estilo de celebração

Com várias mudanças, missa das crianças volta a receber fiéis itabiranos
Crianças ainda participam da missa durante a leitura de trechos da Bíblia – Foto: Victor Eduardo/DeFato Online
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A missa das crianças, realizada tradicionalmente aos domingos, na Igreja da Saúde, em Itabira, voltou a receber seu público neste domingo (4). A última celebração havia sido no dia 15 de março, mas agora a igreja está apta a receber até 70 pessoas. Embora parte do público tenha voltado, a realidade ainda é muito diferente àquela pré-pandemia.

Como o próprio nome sugere, a missa das crianças é marcada pelo protagonismo dos pequenos. No entanto, devido à pandemia, não há mais formação de rodas para ouvir histórias e, nem mesmo, o abraço do padre. Outra cena comum anteriormente era vê-los rodando pela igreja. Mas o próprio padre Paulo Simões, responsável por conduzir a reza, orientou aos pais dos mais “inquietos” não levá-los à igreja.

Foto: Victor Eduardo/DeFato Online

As adaptações servem para todas as idades. Para comparecer à missa, é necessário agendar presença. A aferição da temperatura, o distanciamento de dois metros e o uso do álcool em gel também são obrigatórios. Além disso, há um detalhe curioso: os bancos tem lugares marcados, e a partir do momento que se sentam ali, os fiéis não podem mais se levantar.

Membro da Pascom (Pastoral da Comunicação), Liliene Dante diz os pais têm sido orientados a prepararem suas crianças para a nova realidade. 

“Era um momento muito festivo pras crianças. Não era só a missa, é sobre ver o padre, ver o amiguinho da catequese, e isso agora acabou. Para essa missa, as famílias já foram orientadas que não teremos abraço da paz, as crianças não poderão ir lá na frente (no altar). Quando ver um coleguinha que não encontra há muito tempo, não é pra abraçar, mudou tudo”, explicou Liliene Dante.

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Mãe da Lívia, de 4 anos, e do Miguel, de 11, Ádria Silva viu seus filhos terem dificuldades para se adaptar ao novo rito da celebração. Em certo momento, por exemplo, eles procuraram o banheiro, mas encontraram as portas fechadas. Ela comentou sobre isso.

“Na hora do evangelho, quando a catequista foi ler a historinha, eles já levantaram e queriam ir para a frente do altar. Eles sentiram falta desses momentos, mas a gente tem que seguir a regra né, porque é muito importante. Infelizmente, é o protocolo, a gente fica um pouco triste, mas é fundamental ter o cuidado de todos”, relata Ádria.

missa das crianças
Após o evangelho, a catequista Sônia Onofre costuma contar uma história às crianças presentes. Foto: Victor Eduardo/DeFato Online

Pai da Gabriela, Raniani Freitas lamentou por sua filha não poder mais participar do momento da historinha, como costumava fazer antes. Porém, ele comemora o fato da igreja ter voltado a receber fiéis, mesmo com todas as mudanças. “É uma situação diferente, né,. Mas, devido à pandemia, tivemos que nos adaptar. Querendo ou não, só da igreja ter aberto, recebido a gente na casa do Senhor, isso já é muito importante. Apesar do distanciamento, com Deus tudo é possível”, comenta.

Sueli Lopes, mãe do Diego, de 9 anos, segue a mesma linha de Raniani e conta que a experiência foi positiva. “É um período que a gente tem que atender às medidas de segurança para garantir não só a nossa saúde, mas das pessoas que estão no nosso entorno. Eu sinto que mesmo com todas as restrições, foi um momento de agradecer a Deus por estar aqui com saúde, por não termos contraído o vírus e participar da missa. Acho que é um momento único e toda pessoa que tiver oportunidade deve fazer isso”, diz.

Serviço

A missa das crianças pode acolher até 70 pessoas. No entanto, antes de comparecer é necessário realizar um agendamento , presencialmente, na secretaria paroquial – de segunda a sexta-feira, das 8 às 18h – ou pelo telefone (31) 3831-3142.

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