Comerciantes itabiranos protestam contra feiras itinerantes

Lojistas levaram placas exigindo respeito

Comerciantes itabiranos protestam contra feiras itinerantes

Lojistas itabiranos se reuniram no início da tarde desta terça-feira, 25 de agosto, na praça Acrísio Alvarenga, no Centro, para protestar contra as feiras itinerantes em Itabira. Com cartazes, apitos, carro de som e megafone, o grupo de aproximadamente 50 pessoas marchou até a Câmara de Vereadores.

Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Itabira (CDL), Maurício Martins, o objetivo da manifestação é chamar a atenção dos vereadores para a criação de uma lei para regularizar as feiras itinerantes. “Não estamos pedindo o fim da feira, a gente sabe que não vai acontecer, mas precisamos de igualdade”, disse.

O representante da entidade destacou que os lojistas itabiranos estão sendo muito prejudicados com a presença das feiras, que não pagam impostos e não deixam dinheiro na cidade. “Cada vez mais as feiras causam um impacto ainda maior para o comércio. Não é só nas vendas, mas na questão de desemprego”, explicou. Maurício destaca, ainda, que as próprias pessoas que compram nas feiras temporárias estão sendo prejudicadas. “Para ter emprego tem que ter venda, se não tem venda, não tem emprego”, afirmou.

Outro problema levantado pelos comerciantes é o número crescente de vendedores ambulantes na cidade. Maurício exemplificou a situação citando a presença de um caminhão de Coronel Fabriciano que vendia sapatos, capas para bancos de carros e vários outros produtos pela cidade. Citou também outro caminhão estacionado na avenida Li Guerra, sobre o gramado, vendendo móveis. “Isso tem que acabar. Não pode existir em uma cidade onde o lojista paga taxas altíssimas. Aluguel em Itabira é um dos mais caros da região. As pessoas vêm e a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e o próprio prefeito não fazem nada”, reclamou o presidente da CDL.

Além de cobrar do Legislativo, os lojistas também querem uma atitude do Governo Municipal. Segundo Maurício, houve uma comissão na Câmara para discussão da lei, conversas com o Jurídico da Prefeitura, com o prefeito, mas o assunto não seguiu em frente. Agora, os empresários buscam o apoio dos vereadores.