Comércio demitiu quase 1,5 mil funcionários em Itabira em 2016
Avenida João Pinheiro, principal centro comercial de Itabira: estabelecimentos estão cada vez com menos funcionários
Dados divulgados nesta quinta-feira, 19 de janeiro, pelo Sindicato dos Comerciários de Itabira e Região apontam que 1.457 funcionários foram demitidos no setor em 2016 no município. De acordo com o presidente da entidade, Dawson Campos Passos, as rescisões resultaram em R$ 7,7 milhões em indenizações ao longo do ano.
O levantamento do sindicato aponta detalhes dessas demissões. Do total de dispensados, 915 eram mulheres e 537 homens; 78 dos funcionários tinham menos que 18 anos e 1.373 mais. Além disso, 28 demissões tiveram aviso prévio descontado, 633 indenizados e 786 trabalhados.
Os números apontam que as demissões estão diretamente ligados à crise econômica que assola Itabira. Dos 1.457 desligamentos, apenas um foi por justa causa. A maioria esmagadora das demissões, 1.335 foram por iniciativa do empregador, mas sem motivo desabonador, o que obriga o cumprimento dos encargos trabalhistas. O levantamento ainda aponta que 79 demissões foram por término de contrato de menor aprendiz, 40 a pedido do próprio empregado e duas perdas foram por mortes.
“Esses números de 2016 nos deixam apreensivos. Para uma cidade do tamanho de Itabira, com o número de empresas que temos, principalmente no comércio, ter quase mil e quinhentas demissões é considerado um número alto. Sei que enfrentamos dificuldades econômicas em nosso país, mas o comércio itabirano tem plenas condições de manter os seus postos de trabalho mais estáveis, afinal de contas, temos uma cidade com economia movimentada o que torna os empresários capazes de manter seus funcionários empregados”, opinou Dawson Passos.
Outros dados que chamam a atenção é o tempo de serviço dos demitidos. Do total, 33 saíram com menos de um ano de serviços prestados, 710 com mais de um ano, 300 com mais de dois anos, 149 acima dos três anos de contrato de trabalho, 105 funcionários com mais de quatro anos, 44 acima dos cinco anos e o restante, 117, variando entre seis e 15 anos de serviços prestados.
Os números, já alarmantes, podem ser ainda maiores. É que não há obrigação para o empregador realizar a rescisão no sindicato quando o funcionários ainda não completou um ano serviços prestados. O líder sindical, no entanto, diz ter esperanças de que em 2017 o cenário fique melhor no setor.
“As expectativas para 2017 é que esses números se invertam. O que queremos são mais empregos do que demissões, queremos que os itabiranos tenham mais oportunidades e que os empresários pensem mais antes de demitir”, concluiu.