Comitê discute barragens e impactos da mineração com deputada em Itabira

O Comitê Popular dos Atingidos pela Mineração em Itabira e Região promove na próxima terça-feira, 25 de junho, às 18h30, no auditório da Funcesi, uma reunião pública com a deputada estadual Andréia de Jesus (PSOL). O evento discutirá a situação das barragens do município e denúncias de violações de direitos cometidas por mineradoras na cidade […]

Comitê discute barragens e impactos da mineração com deputada em Itabira
25 de junho
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O Comitê Popular dos Atingidos pela Mineração em Itabira e Região promove na próxima terça-feira, 25 de junho, às 18h30, no auditório da Funcesi, uma reunião pública com a deputada estadual Andréia de Jesus (PSOL). O evento discutirá a situação das barragens do município e denúncias de violações de direitos cometidas por mineradoras na cidade e no estado de Minas Gerais.

De acordo com os organizadores, o gerente geral da Vale em Itabira, Rodrigo Chaves, foi convidado para o evento, mas ainda não respondeu ao convite. A intenção é de que a empresa esclareça dúvidas da população e informe sobre as ações que têm sido feitas para a segurança do itabirano.

Também foram convidados o prefeito de Itabira, Ronaldo Magalhães (PTB) e o Ministério Público, que estará presente na reunião para acompanhar os depoimentos dos moradores da cidade.

“Desde o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, há mais de três anos, a população de Itabira tem convivido com um cenário de terror. O município, dentro do qual nasceu a Vale, é cercado por nada menos que 15 barragens de rejeitos da empresa. Cinco delas, que estão localizadas bem próximas ao perímetro urbano da cidade, acumulam mais de 423 milhões de metros cúbicos de rejeitos. Após o crime da mineradora em Brumadinho, e do acionamento das sirenes que alertam para o rompimento de barragem em Itabira, esse pesadelo vem tomando ares de realidade”, diz trecho do texto que convida para o evento na próxima terça-feira.

Ainda segundo a organização, as pautas levantadas na reunião pública de Itabira estarão em um relatório que será entregue à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).