Coronavírus: governo municipal prevê queda acentuada na arrecadação de Itabira
Líder do governo fala em déficit de R$ 12 milhões e lembra dívida milionária do Governo do Estado com o município

Os próximos meses serão de dificuldades financeiras para a Prefeitura de Itabira. A informação foi dada pelo líder do governo na Câmara, o vereador Neidson Dias Freitas (MDB), na sexta-feira (17). Segundo ele, com a crise provocada pelo novo coronavírus (Covid-19), a queda na arrecadação deve chegar a R$ 12 milhões.
Os valores correspondem aos próximos quatro meses. O maior impacto sentido, de acordo com Neidson Freitas, é no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A queda prevista é de 40%, algo em torno de R$ 1 milhão por mês. Também é previsto queda de R$ 1 milhão, por mês, na arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS). Outra receita que já apresenta queda é o royalty do minério.
“Estamos enfrentando uma crise mundial, nacional, e em Itabira não é diferente. A paralisação do comércio é algo que vai afetar a economia de Itabira. O esperado é em torno de três a quatro meses para começar a recuperar a rotina, ainda vamos passar pelo pico da pandemia. São números que somado e multiplicado pelos meses que estão por vir, demonstram queda acentuada. São valores que o município vai deixar de arrecadar a partir do mês que vem”, frisou o líder do governo.
Neidson Freitas lembrou, ainda, a dívida do governo do Estado com Itabira. Segundo o emedebista, o valor atual gira em torno de R$ 50 milhões. E a previsão é que a dívida aumente diante da pandemia provocada pelo novo coronavírus.
Além desse cenário, o vereador lembrou os investimentos que a Prefeitura têm feito. Itabira está otimizando todo o sistema de saúde para demanda de casos de Covid-19. Várias ações estão em andamento. Novos leitos estão sendo implantados, diversos EPIs foram adquiridos e 10 mil testes rápidos comprados pela Prefeitura devem chegar nos próximos dias.
“Acreditamos que serão cerca de R$ 30 milhões, somando a queda na arrecadação e os investimentos. Serão em torno de R$ 12 milhões só com a queda na arrecadação dos impostos. Acreditamos que nos próximos meses também teremos dificuldades com os repasses estaduais. Então, não dá, nesse momento, para criar projetos que vão gerar mais custos sem um verdadeiro estudo do impacto”, ponderou Neidson Freitas.




