CPI ouve funcionários da Vale, mas dúvidas permanecem

Os três engenheiros que prestaram depoimento na CPI da Barragem de Brumadinho da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na manhã desta quinta-feira, 9 de maio, diferentemente dos que foram ouvidos na semana passada, não fizeram uso do chamado direito de silêncio e se dispuseram a responder todas as perguntas dos deputados. Mesmo assim, não conseguiram esclarecer a maioria […]

CPI ouve funcionários da Vale, mas dúvidas permanecem
Foto: Clarissa Barçante

Os três engenheiros que prestaram depoimento na CPI da Barragem de Brumadinho da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na manhã desta quinta-feira, 9 de maio, diferentemente dos que foram ouvidos na semana passada, não fizeram uso do chamado direito de silêncio e se dispuseram a responder todas as perguntas dos deputados. Mesmo assim, não conseguiram esclarecer a maioria das dúvidas.

Hélio Márcio Lopes de Cerqueira, Felipe Figueiredo Rocha e Marilene Christina Oliveira Lopes de Araújo, superiora imediata dos dois primeiros, integram a equipe de Geotecnia Corporativa da Vale, responsável pelas estruturas de mais de 100 minas da empresa.

Os três afirmaram, no entanto, que a responsabilidade técnica pela segurança da Barragem B1, que rompeu na Mina Córrego do Feijão, no dia 25 de janeiro, é dos engenheiros da Gerência de Geotecnia Operacional da Vale, os quais trabalham especificamente com aquela barragem.

Questionados sobre os riscos que teriam sido apontados no painel internacional sobre segurança de barragens, realizado em outubro de 2018, do qual participaram funcionários e gestores da empresa, todos confirmaram que foram feitas recomendações à Vale para que fossem elevados os níveis de segurança da barragem de Brumadinho.

Ficaria a cargo da equipe geotécnica operacional, no entanto, definir quais seriam as intervenções necessárias e cabíveis, em conjunto com o consórcio das empresas Tüv Süd e Potamos. Nenhum deles soube informar que medida prática foi tomada.

Entre os nomes citados pelos depoentes, Marilene Araújo indicou Renzo Albieri, Cristina Malheiros, Artur Ribeiro e o gerente César Augusto Paulino Grandchamp como os responsáveis, que teriam validado o laudo de segurança da barragem, fornecido pelas empresas Tüv Süd e Potamos, em 2018.

Diante dos depoimentos desta quinta-feira, o presidente da CPI, deputado Gustavo Valadares (PSDB), informou que os engenheiros da geotecnia operacional serão ouvidos pela comissão já no próximo dia 16 de maio.