Cruzeiro: 5 motivos que impediram o acesso à Série A do Brasileiro
Time celeste não tem mais chances matemáticas de jogar a Primeira Divisão
A derrota por 1 a 0 para o Juventude, nesse sábado, em Caxias do Sul, tirou do Cruzeiro qualquer chance matemática do acesso à Série A nesta temporada. Embora já esperada pelos resultados recentes, a permanência do clube na Segunda Divisão – desde que garanta pontos suficientes para não ser rebaixado – foi construída a partir de uma série de erros em 2020. Nos tópicos abaixo, o Superesportes elenca cinco deles:
Perda de seis pontos (e outras punições)
Em 19 de maio de 2020, quando o Cruzeiro ainda era administrado por um Conselho Gestor, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) recebeu um comunicado da Fifa, determinando que o clube teria de iniciar a Série B do Campeonato Brasileiro com menos seis pontos na tabela. A punição se deu em função de um débito de R$ 5 milhões com o Al Wahda, dos Emirados Árabes Unidos, pela compra dos direitos econômicos do volante Denilson, em 2016.
Pressionado pelo acesso à Série A, o Cruzeiro viu a responsabilidade aumentar ainda mais com a punição. Mesmo assim, o presidente do clube, Sérgio Rodrigues, que assumiu o clube em junho, afirmou que a equipe “subiria bem”. Em boa parte de 2020, no entanto, o que se viu foi a utilização desta punição – que evidentemente contribuiu para o fracasso – como muleta para justificar uma série de erros.
Outras punições ainda colaboraram para o fracasso. Também por negociações realizadas durante a gestão do ex-presidente Gilvan de Pinho Tavares, envolvendo o atacante Willian e o zagueiro Bruno Viana, o Cruzeiro acabou impedido de registrar reforços entre setembro e outubro de 2020. O clube teve autorização até novembro, quando voltou a ter de lidar com o ‘transfer ban’.
Erros de avaliação sobre a Série B
As declarações e projeções feitas pelo Cruzeiro antes da Série B comprovam que o clube, de forma geral, minimizou as dificuldades da competição. Além de Sérgio dizer que o time ‘subiria bem’, o então superintendente de relações institucionais, Leo Portela, apostou, em 9 de julho de 2020, que o time celeste já estaria com o acesso garantido em 2 de janeiro de 2021, quando a Raposa completou 100 anos.
Quatro dias antes da publicação de Portela, o então executivo de futebol, Ricardo Drubscky, deu a seguinte declaração em entrevista ao Superesportes: ‘Com o time que está em nossas mãos nós subimos de divisão’.
Os jogos mostraram o contrário. Embora ele tenha ressaltado durante a entrevista a necessidade da construção de uma “química” durante os treinamentos, a prática mostrou que o grupo celeste tem desequilíbrios. Após a derrota por 1 a 0 para o Juventude, nesse sábado, o técnico Luiz Felipe Scolari reforçou: “Não temos qualidade para o acesso”.




