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Cuidador de idosos: carinho e dedicação ao próximo

As cuidadoras de idosos Patrícia e Vandira. Foto: Arquivo pessoal

Neste dia 20 de março foi comemorado o dia do cuidador de idosos. Por isso, queremos parabenizar, homenagear e mostrar a importância da profissão que vem crescendo a cada dia. O envelhecimento é um processo natural e progressivo, no qual transformações fisiológicas e estruturais acontecem no corpo e na mente ao longo da vida. Com o passar dos anos, essas mudanças tendem a reduzir a capacidade que o indivíduo possui de viver com independência.

Por isso, cada vez mais idosos necessitam de atenção especial no cuidado com a saúde e bem-estar. Para atender essa demanda, vários cursos da profissão de cuidador de idosos foram abertos com o objetivo de formar profissionais na área. A profissão requer muitos conhecimentos e cuidados. Veja quais as principais funções de um cuidador.

  • Auxiliar nos cuidados de higiene.
  • Estimular e auxiliar na alimentação.
  • Auxiliar na locomoção e realização de atividades físicas.
  • Administrar medicamentos.
  • Atentar-se ao estado de saúde do idoso.

Além disso, o cuidador proporciona bem-estar ao idoso quando lhe oferece carinho, atenção por meio da escuta, da conversa ou simplesmente da companhia. Muitas vezes também o encoraja a fazer tarefas sozinho, isso é uma ótima maneira de mostrar ao idoso que ele é capaz e, assim, desenvolver sua autoestima.

Cuidadora Patrícia

Ouvimos a cuidadora Patrícia Marina Rosa, de 30 anos, que exerce a profissão há nove anos. Sua rotina de trabalho é de segunda a sexta, dia e noite, e folga apenas nos finais de semana. Para ela, a profissão não exige apenas amor, mas também capacitação. “Ao cuidar de alguém eu sinto amor, não tem outro nome. A sensação de poder ser um pedacinho de Deus na vida das pessoas é muito gratificante. Não adianta ter experiência sem qualificação. Muitas pessoas exigem e nos cursos aprende-se a postura profissional que nós cuidadores devemos manter “, conta.

Quando perguntei à Patrícia o que é essencial para ser um cuidador, ela disse: “Ter o dom do amor, paciência e saber se colocar no lugar do outro”. Além disso, contou que cria certo vínculo com os familiares. No entanto, com os pacientes esse vínculo é bem maior. “Muitas vezes, me tratam como filha adotiva porque passo a maior parte do tempo ao lado deles.”

Já em relação à desvalorização da profissão, Patrícia acha que as pessoas deveriam saber o quanto é importante um cuidador para o idoso.

“Em termos, acho a profissão desvalorizada sim. Porque muita gente confunde cuidador de idosos com trabalhador doméstico e são funções distintas. Estudamos para cuidar de vidas. O ser empregada doméstica é muito digno, mas não é o serviço para o qual nos qualificamos. Acham caro o valor do plantão, muitas vezes”, declara Patrícia.

Cuidadora Vandira

Para a cuidadora de idosos Vandira Teodora dos Santos Moreira, de 57 anos, sua rotina está dentro da normalidade. “Atuo na profissão há 12 anos. Realizo os cuidados que são necessários como: alimentação, banho, medicação e uma boa conversa. Isso é primordial! Gosto muito de ouvir suas histórias e aprendo muito com eles. Sinto prazer em servir alguém com esforço do meu trabalho”, conta.

Vandira diz que para ser um cuidador é essencial ter amor ao próximo, ética e respeito. “A convivência diária faz com que muitas famílias virem amigos para sempre. É importante que a família perceba que é fundamental ter alguém a disposição para as atividades diárias e para facilitar a vida quando envelhecemos ou adoecemos. É primordial, pois requer atenção. Sem contar que, em muitos casos, os idosos ouvem e se atentam mais aos comentários e conselhos da cuidadora, do que alguém da família”.

Por outro lado, pergunto se a profissão é desvalorizada e ela respondeu:

“Financeiramente sim. E algumas vezes, socialmente também. Apesar de ser uma profissão que precisa ser feita por amor, o reconhecimento nos motiva a continuar. (…) Por vezes, quando a cuidadora está em ambiente doméstico, algumas famílias acham que eles também são responsáveis pelo cuidado da casa, o que não é verdade, o cuidador é contratado para acompanhar e cuidar dos idosos ou do enfermo que lá estiver”.

Regulamentação da profissão

A profissão de cuidador de idosos, crianças e pessoas com deficiência ou doenças raras, foi regulamentada pelo projeto de lei PLC 11/2016, aprovado pelo Senado naquele ano. Segundo o texto, os profissionais devem ter idade mínima de 18 anos, ensino fundamental completo, curso de qualificação na área, atestados de aptidão física e mental, além de bons antecedentes criminais.

Importante

Assim, mais do que uma companhia, o cuidador de idosos oferece apoio social e emocional ao idoso. Dessa forma, proporciona qualidade de vida e reduz o surgimento de doenças psicológicas decorrentes da solidão. Portanto, valorizem esses profissionais, pois eles podem mudar vidas!

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