Defensores do Parque Científico Tecnológico cobram colaboração de diretores da Apac

Presidente da Acita, Eugênio Muller, falou que transferência de área tem sido um obstáculo difícil de ser transponível

Defensores do Parque Científico Tecnológico cobram colaboração de diretores da Apac

A audiência pública realizada pela Câmara de Vereadores de Itabira na noite dessa quinta-feira, 10 de março, para discutir a importância do Parque Científico Tecnológico, ficou marcada pela ausência de defensores da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac). A entidade conquistou na Justiça o direito de construir a sede no terreno que também é pretendido para abrigar o empreendimento econômico, no antigo Posto Agropecuário, região de Córrego do Meio.

Em alguns discursos, ficou clara a insatisfação dos presentes na audiência com a postura adotada pelos defensores da Apac. O presidente da Associação Comercial e Industrial de Itabira (Acita), Eugênio Muller, por exemplo, cobrou colaboração dos diretores da entidade que lida com condenados. “Estamos enfrentando obstáculos difíceis de serem transponíveis e um deles é a transferência da área. Precisamos do apoio de toda sociedade, da colaboração de todos. A comunidade local já mostrou que não quer a Apac lá e isso precisa ser levado em consideração. Sem esse apoio, mágica não vai acontecer”, declarou.

O presidente da Apac, Danilo Alvarenga, enviou ofício agradecendo pelo convite de participar da audiência e justificando ausência por “compromissos familiares assumidos anteriormente”. No documento, o dirigente da associação afirmou que é totalmente favorável ao Parque Científico Tecnológico e que é sabedor da importância do projeto para o futuro econômico de Itabira (no fim da tarde desta sexta, a Apac enviou nota à imprensa se posicionando. Clique aqui e leia). 

O vereador Solimar Silva (SDD), idealizador da audiência, também lamentou a ausência de qualquer pessoa que falasse em nome da Apac. “É importante afirmar, mais uma vez, que ninguém é contra a Apac. Mas essa entidade pode funcionar em qualquer lugar. O Parque, não. Por questões estratégicas, ele só pode ser naquela área. Já foram oferecidas outras áreas e estamos sem retorno”, comentou. “Só não podemos jogar a toalha. Precisamos continuar lutando”, conclamou.

Outro que falou sobre o entrave com a Apac foi o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Élson Sá, que representou o prefeito Damon Lázaro de Sena na audiência pública. “Foi lida uma justificativa do presidente da Apac, mas eu não aceito. O governo já indicou quatro áreas e ele não se manifesta. Falamos tanto em união por uma causa e essa responsabilidade também é dele. Deveria estar aqui para falar porque não aceita as indicações de terrenos do governo”, cobrou.

Além de Danilo, apenas o comandante do 26º Batalhão da Polícia Militar de Itabira, tenente-coronel Jair Pontes Neto, enviou justificativa de ausência. De acordo com o vereador Solimar Silva, outras partes envolvidas no imbróglio, como o Ministério Público, o Judiciário e a Diocese, também foram convidados, mas não compareceram e nem informaram os motivos.