Defesa Civil Estadual segue diretrizes internacionais para enfrentamento de desastres

Logomarca do programa Minas Mais Resiliente

Defesa Civil Estadual segue diretrizes internacionais para enfrentamento de desastres

Com mais da metade da população mundial vivendo hoje em áreas urbanas, construir cidades mais seguras é um desafio a ser alcançado em longo prazo. As cidades são os motores do crescimento e da dinâmica nacional, a partir de seus sistemas de governança e capacidades. No decorrer da história, ocorrências de desastres têm interrompido a vida em áreas urbanas. Neste contexto, A Defesa Civil passou a adotar uma estratégia de enfrentamento a adversidades como, os desastres tecnológicos e os desastres naturais – incluindo tragédias, catástrofes, estiagem, período de chuvas – o programa Minas Mais Resiliente (MMR). O programa está alinhado às Políticas Transnacionais da Organização das Nações Unidas (ONU) e desdobra a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil.

A estratégia, prevista no Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) 2016-2019, tem como marco central a instalação nas cidades de uma cultura voltada à prevenção dos desastres, além da perspectiva de reduzir substancialmente os riscos de desastres e perdas de vida. Outra importante abordagem do programa é fortalecer os municípios fornecendo capacitação e instrumentos básicos para a redução de desastres. Para isso, são empregando mecanismos de participação popular e captação de recursos orçamentários para a redução nos riscos de desastres.

De acordo com o Chefe da Assessoria de Planejamento do Gabinete Militar do Governador, o tenente Rodrigo Alencar Lopes de Miranda, o desenvolvimento do programa consiste na garantia do Governo de Minas Gerais para os municípios consigam implementar o Minas Mais Resiliente.

"Nesta etapa, o MMR conta com uma estrutura voltada a 65 municípios em 2016, sendo que a pretensão é recobrir todos os municípios mais afetados por desastres até 2019. O nosso desafio é conseguir lançar uma cultura voltada à ações efetivas e à ações preventivas a desastres pelos municípios mineiros, diz.

Recentemente foram encerrados todos os atos de planejamento do Programa (MMR) para 2016 e 2017, que é a inserção no Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado, a contemplação no Plano Plurianual de Ação Govenamental aprovado pela Assembleia Legislativa, e já iniciadas ações do MMR nos municípios de Mariana e região afetadas pelo desastre do rompimento da Barragem de Resíduos, conforme o documetário "O desatre do rompimento da barragem em Mariana e região e o lançamento do Programa Minas Mais Resiliente", que será publicado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na próxima semana e disponibilizado aos veículos de comunicação. 

Alinhamento com a ONU

O Minas Mais Resiliente adota diretrizes da Organização das Nações Unidades (ONU) e aderiu à Campanha “Construindo Cidades Resilientes: a minha cidade está se preparando”, parte da Estratégia Internacional para a Redução de Desastres (UNISDR) e foi apresentada pelo representante da instituição no Brasil, Sidnei Furtado Fernandes.

A ONU criou um "Guia para Gestores Públicos Locais" que apresenta a prefeitos, governos, vereadores um quadro geral para a redução de risco, boas práticas e ferramentas que já foram aplicadas em diferentes cidades com esse propósito. Dentre as estratégias do Minas Mais Resiliente é o carro-chefe.

Esta publicação pretende responder às seguintes perguntas: Por que a construção da resiliência a desastres é um benefício?; Que tipo de estratégias e ações são necessárias?; Como cumprir essa tarefa? Em função da diversidade de tamanho, social, econômica e cultural entre municípios, distritos e vilas, cada um irá apropriar-se das tarefas de maneiras diferentes.

A aplicação dos princípios de orientação da campanha “Construindo Cidades Resilientes” e a utilização das informações do Guia irão ajudar as cidades a compartilhar aprendizados, ter acesso à informação, desenvolver indicadores e medidas de desempenho para acompanhamento de seus processos.

O Guia também apresenta os dez passos da ONU a serem implementados por prefeitos e gestores públicos, para a construção da resiliência em nível local.

Os dez passos essenciais para construir cidades resilientes são:

1. Coloque em prática ações de organização e coordenação para compreender e aplicar ferramentas de redução de riscos de desastres, com base na participação de grupos de cidadãos e da sociedade civil. Construa alianças locais. Assegure que todos os departamentos compreendam o seu papel na redução de risco de desastres e preparação.

2. Atribua um orçamento para a redução de riscos de desastres e forneça incentivos para proprietários em áreas de risco, famílias de baixa renda, comunidades, empresas e setor público para investir na redução dos riscos que enfrentam.

3. Mantenha os dados sobre os riscos e vulnerabilidades atualizados. Prepare as avaliações de risco e utilize-as como base para planos de desenvolvimento urbano e tomadas de decisão. Certifique-se de que esta informação e os planos para a resiliência da sua cidade estejam prontamente disponíveis ao público e totalmente discutido com eles.

4. Invista e mantenha uma infraestrutura para redução de risco, com enfoque estrutural, como por exemplo, obras de drenagens para evitar inundações; e, conforme necessário, invista em ações de adaptação às mudanças climáticas.

5. Avalie a segurança de todas as escolas e centros de saúde e atualize tais avaliações conforme necessário.

6. Aplique e imponha regulamentos realistas, compatíveis com o risco de construção e princípios de planejamento do uso do solo. Identifique áreas seguras para cidadãos de baixa renda e desenvolva a urbanização dos assentamentos informais, sempre que possível.

7. Certifique-se de que programas de educação e treinamento sobre a redução de riscos de desastres estejam em vigor nas escolas e comunidades.

8. Proteja os ecossistemas e barreiras naturais para mitigar inundações, tempestades e outros perigos a que sua cidade seja vulnerável. Adapte-se à mudança climática por meio da construção de boas práticas de redução de risco.

9. Instale sistemas de alerta e alarme, e capacidades de gestão de emergências em seu município, e realize regularmente exercícios públicos de preparação.

10. Após qualquer desastre, assegure que as necessidades dos sobreviventes estejam no centro da reconstrução, por meio do apoio direto e por suas organizações comunitárias, de modo a projetar e ajudar a implementar ações de resposta e recuperação, incluindo a reconstrução de casas e de meios de subsistência.