Delegado justifica atrasos ocasionais na liberação de corpos em Itabira
Delegado concedeu entrevista ao Pontal Comunidade na manhã desta terça-feira
O delegado regional de Polícia Civil, Paulo Tavares Neto, em entrevista ao Pontal Comunidade, explicou os motivos de atrasos ocasionais na liberação de corpos no IML do Cemitério da Paz, em Itabira.
Ao ser questionado pelo repórter-radialista Galvani Silva, Paulo afirmou que a equipe de legistas está defasada para fazer a escala de plantão e cobrir com eficiência todas as ocorrências relacionadas à área subordinada à delegacia regional.
A questão foi levantada devido a reclamações, por parte de parentes de vítimas de acidentes e homicídios, que sofreram com a espera prolongada para sepultar seus entes. “É uma situação que nos preocupa porque incomoda a sociedade”, disse Paulo. “Temos tentado minimizar esse lapso, mas é preciso entender que a situação às vezes é pontual”, justificou.
De acordo com o delegado, três médicos legistas trabalham atualmente em regime de plantão, quando seria preciso pelo menos quatro profissionais e um reserva. Além da sobrecarga de trabalho, Paulo destacou também a legislação desatualizada, que proíbe a autópsia dentro de um período inferior a seis horas.
Na ocasião em que a lei foi editada, segundo ele, a medicina era menos avançada e corria-se o risco de começar uma autópsia antes do tempo determinado e a pessoa estar viva. Hoje não há mais esse problema, mas a lei continua valendo.
Outra justificativa para os atrasos diz respeito à grande área de abrangência da delegacia. Além de um extenso trecho da BR-381, os profissionais da Polícia Civil de Itabira atendem muitos quilômetros de estradas estaduais. Há casos de acidentes simultâneos com vítimas fatais em locais distantes, o que dificulta a rapidez na remoção e, consecutivamente, no desenrolar dos demais procedimentos.