Delegado pede prisão preventiva de três suspeitos do assassinato do prefeito de São Sebastião do Maranhão

Seis meses depois do crime, a Polícia Civil concluiu ontem o inquérito sobre a morte do prefeito de São Sebastião do Maranhão, no Vale do Rio Doce, Gildeci Gomes Sampaio, de 40 anos, e de seu amigo, o comerciante Ademar de Oliveira Leal, de 30, ocorrido em outubro. Para a polícia não há dúvidas de […]

Seis meses depois do crime, a Polícia Civil concluiu ontem o inquérito sobre a morte do prefeito de São Sebastião do Maranhão, no Vale do Rio Doce, Gildeci Gomes Sampaio, de 40 anos, e de seu amigo, o comerciante Ademar de Oliveira Leal, de 30, ocorrido em outubro. Para a polícia não há dúvidas de que as execuções tiveram motivação política. Três pessoas, entre elas um vereador da cidade, foram indiciadas e tiveram o pedido de prisão preventiva encaminhado à Justiça. Segundo as investigações, o vereador Geraldo do Nascimento Santos (PT) teria planejado a morte do prefeito. Os dois chegaram a ser aliados nas eleições municipais de outubro de 2008, mas Gildeci, tão logo assumiu o executivo, teria cortado algumas regalias dos vereadores e desagradado Geraldo. Depois do crime, a polícia chegou a pedir, em novembro e em fevereiro, a prisão preventiva do vereador, mas o pedido foi negado.
"No próprio depoimento, Geraldo Nascimento deixa claro a raiva que sentia pelo prefeito, quando ele diz que o Gildeci queria tudo para ele", contou o delegado da Divisão de Crimes contra a Vida de Betim, Rodrigo Fraga, designado para acompanhar as investigações. Gildeci foi morto por volta das 21h de 13 de outubro. Dois homens chegaram à sua casa numa moto. Enquanto um ficou do lado de fora dando cobertura, o outro entrou armado e atirou várias vezes em Gildeci. No momento do crime, o prefeito estava na cozinha conversando com um amigo, Ademar de Oliveira que também foi baleado. Os dois morreram no local.
A mulher da vítima, Jussara Perdigão de Carvalho, estava no banheiro e saiu assustada ao ouvir os tiros. Ela caminhou até a cozinha e encontrou os dois corpos. Os tiros acertaram o pescoço, a testa e as costas do prefeito. O amigo dele também foi atingido três vezes. “O Ademir não tinha nada com a história e foi morto apenas por estar no local. Já o prefeito ainda tentou fugir, mas foi baleado numa porta lateral da cozinha”, explicou o delegado.