Desequilíbrio nas contas: em seu terceiro mandato Lula gasta mais do que arrecada, indica IFI
Para evitar a deteorização fiscal, Fernando Haddad, ministro da Fazenda procura novas fontes de arrecadação, de olho em tributação de investimentos hoje isentos
Despesas federais no terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) superam a arrecadação de forma preocupante, segundo dados da Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado e do Tesouro Nacional.
A receita líquida da União, descontadas as transferências e obrigações, tem a expectativa de alcançar R$ 2,318 bilhões ainda em 2025, com um crescimento real R$ 191, 3 bilhões desde o ano de 2023.
No entanto, as despesas federais subiram R$ 344 bilhões no mesmo período e com expectativa da Fazenda de chegar a R$ 2,415 trilhões neste 2025, com a diferença entre receitas e despesas gerando um déficit primário de 0,77% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2026, mesmo como pagamento de precatórios (o precatório é o instrumento que formaliza ordens de pagamentos), o que pode causar o aumento da dívida pública, que pode elevar em até 12 pontos percentuais do PIB até o fim do ano.
Para evitar a deteorização fical, Fernando Haddad, ministro da Fazenda procura novas fontes de arrecadação, de olho em tributação de investimentos hoje isentos, como aumento de impostos sobre apostas esportivas, ajustes para fintechs (empresas que usam a tecnologia para criar e fornecer serviços financeiros de maneira mais acessível do que os métodos tradicionais) e revisão nas alíquotas do IOF (imposto sobre Operações Financeiras).
Mas, mesmo com esses esforços, a previsão é de que o desequilíbrio nas contas prossiga crescendo em 2026, agravando o risco de “shutdown” (desligar) em 2027, quando o governo não teria recursos para manter os serviços básicos.




