
O diretor do Presídio de Itabira, Dr. Alexandre José de Assis, convidou a reportagem para uma visita às instalações da unidade prisional nesta quarta-feira, 9 de fevereiro, para esclarecer uma ocorrência ontem, 8, divulgada por alguns meios de comunicação, que gerou preocupação às famílias dos detentos.
Por volta das 16 horas dessa terça-feira, o preso Rodrigo Luciano Castro, 25 anos, provocou um incêndio no interior de sua cela ao inserir um marmitex e um pedaço de papel na tomada. Um colchão, um cobertor e uniformes foram queimados. O presidiário estava indignado e dizia que já havia cumprido sua pena, mas, segundo o diretor, não é verdade. Tudo o que ocorre dentro do presídio é de conhecimento do juiz Dr. Ronaldo Vasques.
O fogo foi controlado rapidamente, por se tratar de um caso isolado. Mesmo assim, vários parentes de detentos começaram a ligar para a unidade preocupados com o que viram na mídia. Dr. Alexandre chamou então alguns repórteres para esclarecer o caso. Ninguém ficou ferido na ocorrência. O fogo foi rapidamente controlado e o causador do problema vai responder por dano ao patrimônio público. A Polícia Militar foi chamada e registrou o Boletim de Ocorrências.
O presídio por dentro
A reportagem esteve no local por cerca de duas horas. Durante o período, Dr. Alexandre aproveitou para mostrar como funciona o dia a dia de quem cumpre pena em Itabira. Além de uma estrutura muito mais digna do que a da antiga cadeia pública da cidade, o presídio oferece quatro refeições por dia a todos os usuários (cinco para as pessoas com diabetes); possui uma estrutura física completa e bem organizada; remédios suficientes para atender emergências e as demandas habituais dos presos; horta com diversas espécies de verduras e legumes; criatórios de porcos e galinhas; e até oficina de artesanato.
Alguns presidiários são trabalhadores dentro da unidade. Para isso, eles passam por uma avaliação técnica, de uma comissão, que os classificam por bom comportamento. Para atendê-los, há inclusive um departamento de assistência judiciária.
Segundo Alexandre, seu objetivo é conseguir comercializar os artesanatos feitos pelas detentas (existem duas celas para mulheres) na Feira Itabirana de Artesanato, que oferece produtos diversos todo mês na praça Acrísio Alvarenga, no centro. Um trabalho de responsabilidade social para com as pessoas que, por algum motivo, cometeram alguma infração à lei.