Diretor do Saae admite alternativas à captação no rio Tanque
Captação no rio Tanque é principal alternativa para solucionar abastecimento deficitário em Itabira
Durante sua visita à Câmara de Vereadores nessa terça-feira, 30 de setembro, quando usou a tribuna para falar sobre o racionamento de água em Itabira, o diretor-presidente do Saae, Jacir Primo, também comentou sobre a possibilidade de captação no rio Tanque. Ele admitiu que há possibilidade de retirada de água em outra localidade, como o ribeirão São José. Tudo vai depender de estudos que serão contratados pela prefeitura.
No início desta semana, a Administração Municipal divulgou edital de licitação para elaboração dos projetos básico e executivo de captação de água no rio Tanque. No entanto, segundo Jacir Primo, “projeto rio Tanque” é apenas um apelido, porque pode ser que o estudo aponte outra fonte hídrica como mais viável.
Nos cofres da Prefeitura de Itabira estão reservados R$ 2,2 milhões para a elaboração do projeto, sendo que R$ 1,2 milhão vem do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2), do Governo Federal. Desse montante, R$ 56 mil serão destinados a estudos de fontes de captação. Além do rio Tanque e do ribeirão São José, também será estudado um rio na comunidade de Santa Cruz.
Caso o estudo aponte que as outras duas fontes são melhores que o rio Tanque, o projeto, então, será desenvolvido para o rio escolhido. “O que a gente sabe é que no caso do ribeirão São José, por exemplo, seria preciso construir uma barragem, o que seria um complicador”, comentou Jacir.
Vereador não quer mudança
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Um dos fundadores do Grupo da Água, o vereador Solimar Silva (SD) listou motivos para que a prefeitura nem pense em uma alternativa ao rio Tanque. “A gente sempre trabalhou com a hipótese de retirar água lá (rio Tanque) e, de fato, é onde é muito mais viável”, afirmou o legislador.
Solimar disse que no rio Tanque o município poderia captar até 1,3 mil litros de água por segundo, sendo que a necessidade de Itabira, hoje, é de 600 l/s. “Ou seja, teríamos água para os próximos 100 anos”, comentou. O vereador ainda disse que em termos de custos os dois projetos se assemelham, mas que no ribeirão São José a captação seria cerca de 300 l/s. “Para quê gastar com algo que não vai ser suficiente para o município?”, questionou.
Por fim, Solimar criticou quem tem colocado empecilhos nos planejamentos. “A gente tem é que resolver problemas, não criar outros”, exclamou.