Duarte Júnior, ex-prefeito de Mariana, é condenado por improbidade administrativa

Duarte Júnior afirmou que vai recorrer da sentença

Duarte Júnior, ex-prefeito de Mariana, é condenado por improbidade administrativa
Foto: Agência Brasil

Condenado por improbidade administrativa, o ex-prefeito de Mariana, Duarte Júnior fica inelegível por cinco anos. A decisão, em primeira instância, foi proferida pela Segunda Vara Cível de Mariana e cabe recurso.

Duarte Júnior era prefeito de Mariana à época do desastre que assolou o município com o rompimento da barragem da Vale, onde foram destruídas duas comunidades e cerca de 19 pessoas morreram pelas lamas que  avançaram e destruíram residências e comunidades por dezenas de municípios mineiros e capixabas, contaminando flora e fauna em toda a sua extensão até o litoral do estado do Espírito Santo, desaguando no mar.

Segundo a decisão da Segunda Vara Cível da cidade, Duarte Júnior sabia que um motorista da prefeitura local incluiu um carro particular em uma cooperativa de veículos que mantinha contrato com a Prefeitura de Mariana, mas, mesmo sabendo da irregularidade, nada fez para resolver a situação.

Para a juíza Fernanda Mascarenhas, o objetivo do então prefeito era favorecer os aliados políticos, mencionando o depoimento de uma testemunha que relatou que o ex-prefeito fez todas as tentativas de influenciar na definição das cooperativas que prestavam serviços à prefeitura com o objetivo da privilegiar seus correligionários.

Em entrevista à Itatiaia, Duarte Júnior afirmou que vai recorrer da sentença, primeiro por embargos de declaração e, se necessário, à Segunda instância do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Duarte disse: “A informação que recebi foi que é relacionado a um único veículo que prestava serviço na área da saúde. O que eu gostaria, sinceramente, é que as pessoas pudessem ter conhecimento é que naquele período a cooperativa de Mariana tinha custo mensal de R$3,5 milhões e reduzimos esse custo para R$1,7 milhão”.

“Tenho consciência tranquila de que tomei as decisões que eram necessárias em favor do município de Mariana. Vamos recorrer e tentar demonstrar que eu não tinha condições de conhecer todos os contratos que existiam. A decisão deixa claro que não houve nenhum dano ao erário público e pra mim isso sempre foi tratado como prioridade e respeito”, finaliza.