Durval Ângelo destaca importância da cultura e defende uso da CFEM para diversificação econômica em visita a Ipoema

Presidente do TCE-MG participou das comemorações do 22º aniversário do Museu do Tropeiro e do 4º Festival da Cultura Tropeira

Durval Ângelo destaca importância da cultura e defende uso da CFEM para diversificação econômica em visita a Ipoema
Foto: Reprodução/YouTube/DeFato

O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), Durval Ângelo, participou no último sábado (17) do encerramento das festividades do 22º aniversário do Museu do Tropeiro e do 4º Festival da Cultura Tropeira. Ao lado do prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB), assim como de chefes do Executivo de cidades da região, o dirigente prestigiou as manifestações culturais do distrito de Ipoema e destacou a importância da memória histórica e do investimento em cultura como instrumento de desenvolvimento.

Durval enfatizou a relação pessoal e familiar com a região: “Tenho uma relação forte com Itabira. Meu avô e meus ancestrais moraram aqui, e meu pai, que foi tropeiro antes de se tornar servidor público federal, nasceu em Itabira. Acredito que essa raiz ele tenha levado de Ipoema”. Ele ressaltou que preservar a memória e a história de um povo é essencial para seu fortalecimento: “A gente não pode permitir que a nossa memória se perca em poeira”.

Durante sua visita, o presidente do Tribunal de Contas mineiro anunciou a criação do programa “TCE Cultural”, iniciativa voltada à valorização das expressões artísticas e regionais de Minas Gerais. “Vamos aproximar o tribunal dessa realidade cultural, que é uma das maiores riquezas do nosso Estado. Minas contribui imensamente para o imaginário nacional — e a gente não pode perder isso”, afirmou.

Um dos principais pontos abordados por Durval Ângelo foi a relação entre cultura e desenvolvimento econômico. Ele revelou que o TCE-MG está conduzindo uma ampla revisão sobre a aplicação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) e defendeu que o investimento em cultura deve ser reconhecido como estratégico para ajudar municípios a superarem a dependência da mineração.

“A cultura — além de revitalizar a alma de um povo — gera emprego, riqueza e alternativas de sobrevivência. A gente vai colocar o investimento cultural como um grande caminho para redescobrir a vocação de cada município”, explicou.

O presidente do TCE-MG também fez críticas à sonegação da CFEM por grandes mineradoras. Segundo ele, relatórios do Tribunal de Contas da União apontam que a evasão chega a quase 100% em alguns casos. “É dinheiro que deveria estar nos cofres do governo de Minas e das prefeituras, fazendo diferença na vida da população”, alertou.

Durval Ângelo ainda defendeu a ampliação do diálogo com a sociedade, anunciando que o “TCE Cultural” também atuará em temas como o levantamento de terras devolutas, indígenas e quilombolas em Minas Gerais.