Elaine Mendes ocupa tribuna da Câmara e defende arborização como estratégia contra emergências climáticas em Itabira
Segundo a pasta, esse diagnóstico permitirá mapear as demandas de poda e corte, além de orientar o plantio planejado

Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Itabira promovida nesta segunda-feira (21), a convite do vereador Yuyu da Pedreira (PSB), a secretária municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal, Elaine Mendes, ocupou a tribuna do Poder Legislativo. O pronunciamento abordou os detalhes do programa de arborização “Itabira Mais Verde”, em alusão à comemoração do Dia da Árvore, transcorrido na mesma data.
Entre as ações estruturantes do programa, citou-se a elaboração do inventário arbóreo municipal. A iniciativa conta com uma equipe multidisciplinar encarregada de realizar a análise fitossanitária de cada espécime localizado nas vias públicas.
Segundo a pasta, esse diagnóstico permitirá mapear as demandas de poda e corte, além de orientar o plantio planejado e a destinação de prioridades. O mapeamento estratégico também indicou que as regiões de maior vulnerabilidade social na cidade coincidem com os bairros de menor cobertura vegetal.
Em sua apresentação, a gestora destacou a relevância da arborização urbana como elemento estratégico para a purificação do ar e a melhoria da saúde pública, sobretudo em um município com intensa atividade de mineração. “A secretária ressaltou que o aumento da cobertura vegetal representa uma medida indispensável de resiliência frente aos impactos do fenômeno “Super El Niño” e às emergências climáticas, sendo um caminho fundamental para o planejamento urbanístico em cooperação com diversas áreas da administração pública, com o terceiro setor e com a comunidade local”.
No tocante ao manejo, informou-se que as equipes da secretaria vêm aplicando metodologias reforçadas de plantio, englobando controle de pragas, irrigação e proteção das mudas contra roçadeiras, principal fator de mortalidade vegetal identificada no município.
A medida tem resultado na elevação da taxa de sobrevivência dos exemplares plantados. Por fim, defendeu-se o plantio de árvores frutíferas e espécies nativas nas áreas urbanas como estratégia para o fomento da biodiversidade, melhoria da qualidade de vida, segurança alimentar e preparação da cidade para o cenário futuro de exaustão mineral.