Em 200 cidades, grupos pedem impeachment de Dilma hoje
A manifestação em âmbito nacional ganhou força e peso político depois do panelaço durante o pronunciamento de Dilma na TV no último domingo, 8
Mais de 200 cidades brasileiras, neste domingo, 15 de março, serão palco de protestos contra o governo Federal e a presidente Dilma Rousseff. Os organizadores esperam reunir cerca de 100 mil pessoas nas principais passeatas, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Também haverá manifestações contra Dilma no exterior, em frente a embaixadas brasileiras e em pontos turísticos na América do Sul, Europa e Estados Unidos.
A organização dos protestos se divide sobretudo entre três grupos: Vem Pra Rua, Movimento Brasil Livre e Revoltados Online. Os organizadores convocam os manifestantes pela internet e pelo aplicativo de celular Whatsapp. O MBL e o Revoltados Online defendem o impeachment imediato da presidente – o segundo, apoia ainda a intervenção militar. Integrantes de partidos da oposição, como DEM, Solidariedade, PPS e PSDB também prometem aderir ao protesto.
A manifestação em âmbito nacional ganhou força e peso político depois do panelaço durante o pronunciamento de Dilma na TV no último domingo, 8, e das vaias a ela numa feira da construção civil em São Paulo. A repercussão das marchas, ainda pouco previsíveis, preocupam o Palácio do Planalto, mas setores da oposição também hesitam em apoiá-las porque temem acarem associados aos articuladores do impeachment – o que o PSDB, por exemplo, é declaradamente contrário neste momento. Na quinta-feira, 12, a presidente disse que encara as manifestações "com tranquilidade". Sindicatos e movimentos sociais ligados ao PT promoveram uma manifestação na sexta para tentar blindá-la e arrefecer a mobilização pela saída da presidente.