Em 2027, serão 54 pedidos de impeachment de ministros do STF no Senado
Dos 81 senadores, 54 defendem publicamente a possibilidade de impeachment de ministros da Corte, segundo levantamento do Ranking dos Políticos
Em 2027, o Supremo Tribunal Federal (STF) terá pela frente um Senado menos disposto à discutir um possível arrefecimento na ideia de impeachment de seus ministros. Dos 81 parlamentares, 54 defendem publicamente essa possibilidade, segundo levantamento do Ranking dos Políticos. O número é exatamente o necessário para a condenação de um ministro por crime de responsabilidade.
A renovação das cadeiras ajudou a mudar essa conta. Dos 54 senadores eleitos em outubro, 37 se mostram favoráveis ao impeachment, com até petistas se mostrando favoráveis ao processo, além da direita, como o senador Humberto Costa (PE), Rogério Carvalho (SE) e Samanda de Lula (RN), somados a outros nomes do MDB, PP e Republicanos.
O cenário dá outro peso a pretensão de Davi Alcolumbre (União-AP) de tentar a reeleição à presidência da Casa. Criticado pela oposição por não pautar os pedidos contra o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, Alcolumbre terá como adversário Rogério Marinho (PL-RN), apoiado pela direita, que colocou o impeachment entre suas prioridades políticas.
A conta dos 54 não representa votos garantidos contra Moraes. O levantamento identifica quem defende a possibilidade e impeachment, e não quem votaria pela condenação em um processo específico.
Há também uma questão que interessa diretamente aos senadores: em dezembro de 2025, Gilmar Mendes elevou, por liminar, o quórum para abertura desses processos a dois terços da Casa; exigência que ainda depende de decisão definitiva do plenário do STF.