Câmara admite falha de comunicação, mas permanece impasse sobre identidades em Monlevade
Presidente afirma que ouvirá vereadores sobre permanência do posto na Câmara: “O que a maioria decidir eu assino embaixo”
A permanência do Posto de Identificação na Câmara de João Monlevade segue indefinida. Uma reunião ocorreu na manhã desta terça (26), entre os vereadores e o delegado regional da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil (4ª DRPC) em João Monlevade, Paulo Tavares, para esclarecer possíveis equívocos sobre o serviço. A imprensa pôde acompanhar os trabalhos.

A reunião aconteceu com 30 minutos de atraso. Tão logo o delegado chegou ao Legislativo, ele foi interpelado por vereadores. Em dado momento, enquanto alguns edis aguardavam no plenário, Paulo Tavares foi convidado a se reunir com o presidente Leles Pontes (Republicanos), em seu gabinete, acompanhado de outros vereadores. Pastor Carlinhos (PL), foi até o local, pedindo que a reunião ocorresse no plenário. O delegado justificou que como foi convidado pela Mesa Diretora, estava à disposição para esclarecimentos.
Leles Pontes deu início ao encontro e destacou que cumpre o que determina a Polícia Civil. Ele citou que anteriormente, sua assessoria tinha acesso ao posto, e tão logo o delegado determinou que isso era proibido, a ação foi encerrada. Os vereadores pediram então que o delegado apontasse o que vinha ocorrendo de errado na prestação do serviço de emissão de identidade.
Falha de comunicação

Paulo Tavares esclareceu que foi comunicado informalmente sobre o fechamento do posto, devido à pandemia do coronavírus. “Pedi a comunicação formal, via ofício, por parte do presidente, para que eu pudesse adotar os trâmites junto ao Instituto de Identificação, em Belo Horizonte, a fim de manter a emissão de identidade em Monlevade. Até a manhã de hoje não recebi o documento desta casa, ou seja, não houve como interpelar qualquer recurso junto ao instituto. Por isso a falta de material alegada pela Câmara”, explicou o delegado. Durante a reunião, não foi mostrado por parte do Legislativo o ofício solicitado pela Polícia Civil. Assim, os vereadores presentes concordaram que houve falha por parte da assessoria da presidência da Câmara.
Agendamento e permanência
Especificamente sobre a permanência do serviço na Câmara ou sua transferência para a delegacia, Leles Pontes declarou que apesar de ter renovado o convênio com a Polícia Civil há cerca de 15 dias, a Câmara só permanece com o serviço se for da vontade da maioria dos vereadores.
Questionado pela reportagem da DeFato quais as medidas adotadas para melhorar o sistema de agendamento do serviço, que é a principal reclamação popular, Leles disse que investirá na ampliação das linhas telefônicas. No entanto, há déficit de servidores trabalhando tanto no posto na Câmara quanto nas demais atribuições do Legislativo, em especial devido a alguns se enquadrarem em grupos de risco do coronavírus. Tais questões serão abordadas juntos aos vereadores e à gerência do posto em novo encontro.




