Empresário alvo da PF no caso do PCC tem vínculos com times de futebol

Mansur tem expertise de 35 anos em áreas como auditoria, gestão financeira e planejamento estratégico

Empresário alvo da PF no caso do PCC tem vínculos com times de futebol
Foto: Polícia Federal/Divulgação

Alvo da Polícia Federal no caso envolvendo a facção PCC, João Carlos Mansur, dono da REAG Investimentos, tem sua empresa no centro da investigação policial.

Mansur é membro do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do Palmeiras e possui vários negócios no mercado do futebol.

Mansur atuou junto a Wtorre e é responsável por liderar e viabilizar a construção do Allianz Parque, segundo informações no Linkedin do empresário e tem também assento no Conselho Deliberativo, o que lhe confere influência direta em decisões administrativas e financeiras do clube, além de ser muito próximo da presidente do Palmeiras, Leila Pereira e nome forte para sucedê-la na presidência do clube.

Sua empresa, a REAG, está envolvida na negociação da SAF do Santa Cruz, de Pernambuco e do Juventus. O negócio com o Santa Cruz, no valor de R$ 1 bilhão, foi formalizado com a assinatura da oferta vinculante para a Cobra Coral Participações S/A, gerida em parte pelo seu sócio, Marcio Cadar. A previsão de investimento no Juventus (Moleque Travesso) é de cerca de R$ 500 milhões, juntamente com a Contea Capital.

A REAG Capital Holding também administra o Arena Fundo II e é responsável pela contabilidade do estádio do Corinthians, a Neo Química Arena.

A Arena do Grêmio também esteve sob administração da REAG, até a compra dos créditos da dívida de construção e os direitos de gestão , por R$ 130 milhões, pelo empresário Marcelo Marques, que fez o repasse ao clube.

A REVEE, empresa que adquiriu a SAF da Portuguesa também foi fundada por Mansur e está vinculada à administração e revitalização da Fonte Luminosa, em Araraquara, no interior paulista.

Mansur tem expertise de 35 anos em áreas como auditoria, gestão financeira e planejamento estratégico, com atuações em empresas como a PriceWaterhouse Coopers, Monsanto e WTorre Arenas, além de ter estruturado mais de 200 fundos de investimento e ter participado do desenvolvimento de vários projetos imobiliários.

Em nota, a REAG informa;
“A REAG Investimentos S/A. informa que colabora integralmente com as autoridades responsáveis pela Operação Carbono Oculto, e permanece confiante no regular funcionamento das instituições e da justiça, com a certeza de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos.
Sobre os fatos objetos de apuração, esclarece que diversos Fundos de Investimentos mencionados na operação nunca estiveram sob sua administração ou gestão.
Quanto aos Fundos de Investimentos apurados em que a empresa atuou como prestadora de serviço, informa que agiu de forma regular e diligente. Cumpre registrar que tais fundos foram, há meses, objetos de renúncia ou liquidação.
Reforça, ainda, que não possui, nem nunca possuiu qualquer envolvimento com as atividades econômicas ou empresariais conduzidas por esses clientes.
A REAG permanece em atuação com seu rigor técnico, ética e transparência, em estrita conformidade com as normas e exigências da lei e dos reguladores do sistema financeiro”.

*Fonte: msn