Entenda o que é o ‘ciclone bomba’ e porque ele é tão perigoso
Manifestação climática tem assombrado o Sul do Brasil e se aproxima do Sudeste
O mês de junho de 2020 terminou com o noticiário meteorológico comentando sobre um “ciclone bomba”. Várias notícias surgiram sobre isso nos últimos dois dias e têm levantado curiosidade em todo Brasil. Você já ouviu falar em “ciclone bomba”? O que esta expressão significa?
O assunto surgiu por causa de um forte ciclone extratropical que se organizou na costa da Região Sul do Brasil. Todo ciclone extratropical, e os ciclones de forma geral, são áreas de baixa pressão atmosférica. Um ciclone é chamado de “ciclone bomba” quando a pressão atmosférica no seu centro cai 24 hPa em um período de 24 horas. Então, essa expressão existe e está ligada à esta situação de atenção, para queda acentuada da pressão em curto período de tempo.
TEMPO | Animação das imagens de satélite mostra ciclone bomba no Atlântico. Parece haver a formação de olho, mas é fenômeno chamado de isolamento quente no centro do sistema, característica de ciclones extratropicais intensos. Leia alerta atualizado em ?? https://t.co/6hPYaH5GVl pic.twitter.com/8nV2rsJqXH
— MetSul.com (@metsul) July 1, 2020
Mas, por que a pressão baixa é tão perigosa?
É por causa dos ventos fortes que estão associados estes ciclones intensos e que podem trazer problemas para a população.
A pressão atmosférica é o peso da coluna de ar sobre a superfície. Então, sobre o mar, por exemplo quando a pressão do ar diminui, há menos força sobre a superfície da água. Por isso, o mar começa a ficar agitado, as ondas ficam altas e há risco, inclusive, para ressaca.
Nessas situações, em que a pressão do ar está muito baixa e o centro do ciclone está muito próximo ao continente, a situação é muito preocupante para a população local e também navegantes.
Como o ciclone se comporta nos próximos dias?
Nesta quarta-feira, 1º de julho, a pressão do ar cai ainda mais no centro do ciclone. A Climatempo alerta para fortes rajadas de vento entre 60 e 80 km/h na maioria das áreas da Região Sul. Algumas cidades do sul e leste do Rio Grande do Sul pode ter rajadas de até 100 km/h. E, além dos ventos, a Marinha do Brasil alerta também para mar muito agitado no litoral da Região, com risco de ressaca entre o Rio Grande do Sul e Florianópolis, em Santa Catarina.
(Clima Tempo)




