Ex-ministro Guido Mantega é preso e liberado no mesmo dia

Guido Mantega é levado para a sede da Polícia Federal em São Paulo

Ex-ministro Guido Mantega é preso e liberado no mesmo dia

Depois de ter sido preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, 22 de setembro, dentro da operação Lava Jato, o ex-ministro de Lula e Dilma, Guido Mantega, teve a prisão revogada pelo juiz Sérgio Moro no início desta tarde.

Ele saiu da sede da Polícia Federal, em São Paulo, e foi visitar sua mulher, que se encontra internada no hospital Alberto Einstein. O ex-ministro foi preso com base na acusação do empresário Eike Batista, que afirma ter repassado US$ 2,3 milhões para o PT, a pedido de Mantega.

O criminalista José Roberto Batochio, defensor de Guido Mantega, disse que o ex-ministro da Fazenda "nega peremptoriamente qualquer tipo de diálogo com o empresário Eike Batista". Segundo Batochio, o ex-ministro da Fazenda afirmou a ele que "nunca conversou" com Eike.

"Não houve nenhum encontro com Eike. O ministro Mantega assegura que jamais tratou com o senhor Eike sobre contribuição de campanha, sobre pagamento de despesas eleitorais. Portanto, o depoimento desse empresário é absolutamente falso", reagiu o criminalista José Roberto Batochio.

Na avaliação do advogado de Mantega, Eike Batista "percebeu que estava sendo investigado e, possivelmente, seria alcançado pela mão da Polícia Federal". "Então, procurou espontaneamente o Ministério Público Federal e fez um escambo, 'se não me prenderem posso acusar alguém importante'", afirmou Batochio.

Eike não fez delação premiada, mas para Batochio o empresário agiu como colaborador em busca de benefícios.

O advogado fez uma ironia com o fato de, ao denunciar Lula por corrupção e lavagem de dinheiro, a Procuradoria da República classificar o governo do petista de propinocracia. "Essa violência contra Guido Mantega mostra que a delação premiadocracia produz deformidades monstruosas. É preciso acabar com a delação premiadocracia ou vamos entrar numa conflagração social.", disse.

"As liberdades individuais e as garantias pessoais estão sequestradas no Brasil e o cativeiro é o Paraná (sede da Lava Jato). Urge libertar as liberdades."