Ex-presidente do Valério lamenta situação do clube e divulga carta
Luiz Miranda de Resende, ex-presidente do Valério das Gestões 82/83, 86/89 e 89/91
“EU SOU VALÉRIO”
É uma pena o que li nesta edição nº191 da DeFato. Um Clube de tantas glórias chegar a este ponto, fundo do poço. Não dá para entender como os chamados valerianos de hoje deixaram isto acontecer! E a Vale? E a Prefeitura? E os itabiranos? Onde estão? A Itabira do Carlos Drummont, da Vale e do Valério, assim Itabira era conhecida a nível nacional. Pena também saber que os dirigentes não usaram do Estatuto do Valeriodoce em seu item do Conselho Superior (Ex-presidentes), e não nos convocaram?Poderíamos reforçar o batalhão do Dragão e partir para a luta juntos. O Valério de ontem, década de 80, em todas suas mais de dez modalidades esportivas federadas com tantas glórias.
No especializado, que saudade da escolinha do Basilinho, mais de 500 garotos de 04 a 14 anos, por vários anos só deu alegrias, não somente as crianças, mas a seus pais, pois os ajudava na escola e lotava o Ginásio 1 nas competições anuais.. A escolinha do Lino que tantas glórias trouxe para a natação itabirana! E o Takeendoo do fantástico Martinho, glórias inclusive internacional. E o Estande de Tiro do saudoso Juarez Távora, glórias nacionais e internacionais. E as maratonas do sempre atento e não menos inteligente do José Armando, o nosso Babalu (hoje presidente da CST). E o Futebol de Salão de muitas e muitas glórias a nível estadual do grande Jaiminho, do Shel e tantos outros. E o Voleibol? Muitas e muitas glórias a nível estadual revelando para o mundo do voleibol o grande Talmo, medalha de ouro para o Brasil em Barcelona, hoje treinador vitorioso da liga nacional.
No futebol, as grandes revelações da década de 80, Saulo (vendido ao Atlético e depois indo para o Paraná Clube e sendo o maior artilheiro do campeonato do Estado do Paraná), Flávio Lopes (vendido ao América, hoje grande treinador de futebol), Rogério Lages, aquele camisa 5, (vendido ao Cruzeiro), Luciano, lateral esquerdo emprestado ao Cruzeiro e depois vendido pelo Valério ao Vitória da Bahia, O Serginho, lateral esquerdo vendido ao Juventude RS, O Riva, vendido ao América e depois indo para Portugal, o Taú vendido e seu irmão vendidos ao América Mineiro, o Robertinho ponta esquerda revelado na taça cidade de Belo Horizonte em 89 juntamente com Paulo César Gruvinel, ambos roubados pelo Flamengo do Rio, dentre muitos outros.
E os Títulos do Junior? Em 1982, Campeão Mineiro, em 1986 novamente Campeão Mineiro em 1989 outra vez Campeão Mineiro e de quebra neste ano, foi realizado em Itabira pela 1ª vez a disputa de uma das chaves da Taça Cidade de Belo Horizonte, onde o Valeriodoce saiu desta chave como campeão, vencendo equipes como Matsubara do Paraná, Clube de Regatas do Flamengo indo para Belo Horizonte onde invicto chegou a final com o Atlético Mineiro, num jogo emocionante terminando em 3×3, indo para a prorrogação ficando no 0x0 e nas cobranças de pênaltis, nossos atletas já não tinham mais pernas e deixou escapar o titulo para o C. A. Mineiro, mas terminamos a competição simplesmente, “INVICTO”. Neste ano também disputamos pela 1ª vez com a equipe profissional o Modulo Amarelo do Campeonato Brasileiro, tendo como adversários com jogos em Itabira, nada menos que o Brasil de Pelotas, Operário de Campo Grande, Inter de Limeira, Ponte Preta, Náutico dentre outros terminando, se não me falha a memória em 5º lugar.
E no Social? Tivemos a honra de acabar com a descriminação entre os associados, quando tínhamos a divisão de classe e raça com as Sedes do Pará e Sedinha no Campestre. E os Carnavais? Muita folia no Ginásio 1, na Sede do Pará e na Sedinha do Campestre.
E os associados? Lembro-me da casa dos 5.500, é isto mesmo, cinco mil e quinhentos sócios, quando a Cia. Vale do Rio Doce nos dava a contribuição paritária.
E a reforma e ampliação do Estádio Israel Pinheiro, para atender as exigências da Federação Mineira de Futebol? Isto em 1981/2, graças à ajuda incondicional do Valeriano MAURO RIBEIRO e Cia. Vale do Rio Doce, pudemos em tempo recorde executar a obra hoje existe.
Por ai se vê um pequeno relato, buscado da memória ainda fresca, de tantas alegrias juntos. Desta feita não podemos acreditar no que lemos na Revista DeFato, não pode ser verdade.
Luiz Miranda de Resende
Ex-Diretor Social gestão 79/80, Ex-Presidente das Gestões 82/83, 86/89 e 89/91