FADA Itabira realiza encontro para celebrar o Dia Internacional da Síndrome de Down

O Dia Mundial da Síndrome de Down não só celebra a vida das pessoas que têm a síndrome, mas também fala sobre direitos e inclusão

FADA Itabira realiza encontro para celebrar o Dia Internacional da Síndrome de Down
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A FADA – Família Down e Amigos promoveu neste domingo (19), no clube Arfita, um encontro entre seus membros e crianças com Síndrome de Down. Com muita recreação, o evento reuniu cerca de 80 pessoas e marcou as comemorações do Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado nesta terça-feira (21). A Família Down surgiu em 2016, composta por pais e mães que buscavam trocar informações e experiências sobre a realidade de suas crianças, os desafios do convívio familiar e a luta por mais visibilidade social para seus pequenos. 

O grupo já se tornou referência em apoio para novos pais e familiares de crianças com Down em Itabira e região. Neste ano o encontro trouxe o lema ‘Conosco e não por nós’, buscando tematizar sobre a oportunidade de autonomia para as pessoas com Down: ‘Faça comigo e não por mim’.

Ilton Magalhães, um dos fundadores da FADA, disse ser imensurável o carinho e aprendizado que a Alice – sua filhinha de 8 anos – lhe ensina todos os dias: ‘‘Deus dá uma criança especial para quem é especial. É uma fala minha: se houvesse a possibilidade da minha filha não ter mais a Síndrome de Down, eu negaria. Claro que vou buscar sempre o melhor, vou estimulá-la em tudo, por toda vida. Mas é muito gostoso essa convivência e aprendizado’’

Segundo Ilton, além de formar uma rede de apoio para os familiares e seus pequenos, a luta do grupo é principalmente por mais visibilidade à causa:

‘‘Queremos levar esse grupo para a rua e mostrar que a Família Down existe, que as pessoas com Síndrome de Down são seres humanos da mesma forma, mas que precisam ser mais enxergados. Então esse é nosso intuito: diminuir o preconceito e introduzir essas crianças no convívio de nossa sociedade’’ 

Débora Catarina é mãe de Ana Laura, uma simpática jovem de 18 anos que é a mais velha do grupo. Após o diagnóstico da  filha, uma amiga de Débora foi à sua casa com livros e informações. Neste momento, ela pôde entender que ali começava uma vida de desafios, de luta, mas com grande aprendizado e amor.

‘‘Hoje ela tem outras necessidades, demandas diferentes. A gente fica preocupado porque ela é uma jovem e isso é uma novidade, mas ela vive uma vida maravilhosa, cheia de desafios’’, afirma.  

Para Lilian Barros, a rede de apoio do grupo e da família fortalece o desenvolvimento pleno dos filhos. ‘‘Para além do acompanhamento médico, tem coisas que só aprendemos juntos. Se eu converso com cinco mães, tenho acesso a toda uma rede de conhecimento. Esse conhecimento é multiplicado’’

Para os pais que possuem filhos com Síndrome de Down e estão interessados em participar do grupo, o telefone para resolução de dúvidas e mais informações é: (31) 9 8534-3487 – Cláudia Mara. 

Dia Internacional da Síndrome de Down

O dia escolhido para falar, em todo o planeta, sobre a síndrome de Down não poderia ser outro: o dia 21 do mês 3. A síndrome de Down é uma alteração genética em que a pessoa tem três cromossomos no par 21, e não dois, como o usual. Por isso, a síndrome também é chamada de trissomia do cromossomo 21, ou simplesmente T21.

Segundo o Ministério da Saúde, essa alteração cromossômica – observada pela primeira vez em 1866, pelo pediatra britânico John Langdon Down – é a mais comum entre os humanos. O Dia Mundial da Síndrome de Down, formalizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2012, não só celebra a vida das pessoas que têm a síndrome, mas também fala sobre direitos, inclusão e sobre a possibilidade das pessoas com Down serem e fazerem tudo aquilo que elas quiserem.

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