Fechamento de mina reduzirá arrecadação de Barão de Cocais em 45%, diz Armando

Para suprir a queda na receita, Armando articula junto à Vale a abertura da mina Dois Irmãos

Fechamento de mina reduzirá arrecadação de Barão de Cocais em 45%, diz Armando

O novo prefeito de Barão de Cocais, Armando Verdolin Brandão (PSDB), tomará posse no dia 1º de janeiro com um grande desafio: a perda de arrecadação com o fechamento da mina Gongo Soco, da Vale, única em operação no município. Em entrevista a DeFato Online, Armando afirmou que vai fazer, logo que assumir a administração, um choque de gestão para reduzir gastos.

Segundo o prefeito eleito, a Vale já diminuiu o ritmo de produção da mina, que girava em torno de 6 milhões de toneladas por ano, e pretende fechar a cava em dezembro de 2013. “Segundo estimativas de nosso secretário de finanças, a perda de receita será em torno de 40% a 45% para 2014, uma queda de cerca de R$ 16 milhões”, afirmou Armando.
 
A mina ainda tem muito minério, segundo o prefeito, mas o custo de extração e logística é alto, o que levou a empresa a decidir pela paralisação das operações. “O minério fica muito caro para ser extraído. Como a Vale tem outras minas mais fáceis e o preço [do minério] caiu, a empresa está dando uma parada no Gongo Soco”, explicou o prefeito, preocupado.
 
Por ser do partido do governador Anastasia, Armando está articulando junto ao Estado e à presidente Dilma, através do vice Djavan (PT), outras alternativas para Barão de Cocais. Reuniões também estão sendo feitas com executivos da Vale,    visando à exploração da reserva Dois Irmãos, que também fica em Barão de Cocais. De acordo com o prefeito eleito, já há um projeto para a nova mina, que teria um minério mais fácil de ser extraído e supriria a queda na arrecadação causada pelo fechamento da Gongo Soco.
 
Barão de Cocais arrecada atualmente R$ 66 milhões por ano, cerca de R$ 5,5 milhões por mês. Mensalmente, quase R$ 3 milhões são gastos com folha de pagamento. Se o projeto Dois Irmãos sair do papel – que segundo Armando, tem capacidade para produzir 30 milhões de toneladas de minério por ano durante 40 anos –, Barão de Cocais teria mais tempo para pensar na diversificação de sua economia. Caso isso não aconteça antes de 2014, a cidade enfrentará o desafio de ver sua arrecadação cair quase pela metade. “Tenho uma esperança muito grande de que a Vale tire este projeto do papel”, afirma o prefeito eleito.