Fim das bets: sindicato dos clubes de futebol pede ao STF suspensão da MP ou período de transição de seis meses
o Sinafut pleiteia um período de transição de seis meses para a proibição das bets começar a valer
O Sindicato Nacional dos Clubes de Futebol Profissional (Sinafut), que representa os clubes e federações) entrou com um pedido ao Ministro Luiz Fux para participar do processo de que é relator questionando a Medida Provisória proibindo as bets no país, anunciada pelo presidente Lula na última sexta-feira (25).
Entre os pedidos da associação, estão a suspensão dos efeitos da MP até que o Congresso delibere sobre o tema ou até o julgamento das ações na Corte Suprema.
Caso o pedido não seja aceito, o Sinafut pleiteia um período de transição de seis meses para a proibição das bets começar a valer, argumentando que a data de 5 de outubro de 2026, estipulada pelo presidente da República, quando os sites de apostas serão bloqueados, “recai sobre a reta final das competições nacionais e as decisões estaduais, quando a exposição de marca e a monetização contratual são máximas. Os orçamentos de 2027 e os campeonatos estaduais, que se iniciam em janeiro, estão sendo definidos. Uma transição que alcance o encerramento da temporada de 2026 é o mínimo compatível com o planejamento esportivo”.
A informação inicial foi publicada pelo jornal Metrópoles e confirmada pelo O Globo.
O processo ao qual o Sinafut pede para entrar é a ação movida pela Associação Nacional de jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). Os órgãos que representam as bets, pedem a Fux a suspensão da Medida Provisória 1.394/2026 imediatamente.
A ofensiva contra a MP passa a ter, oficialmente, bets, clubes, federações e a própria CBF, já que a diretoria do Sinafut conta com dois vice-presidentes da entidade nacional, Ednailson Leite Rosenha, deputado e presidente da Federação Amazonense e Felipe Feijó, presidente da Federação Alagoana e filho de Gustavo Feijó, diretor de seleções da confederação.
Dos 20 clubes da primeira divisão do Campeonato Brasileiro, 14 têm contrato de patrocínio master com casas de apostas, e a receita oriunda das bets é parte fundamental do futebol brasileiro.
Só para 2026, o mercado vai movimentar cerca de R$ 1,1 bilhão, mesmo patamar da temporada anterior, e os clubes contam com ela para honrar seus compromissos.
Organizadores e a própria CBF se mostram preocupados com os impactos financeiros, já que as bets estão entre as principais patrocinadoras das competições. O Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, maiores competições nacionais, têm seus naming rigths comprados pela Betano.