Flávio Bolsonaro fica frustrado em não encontrar com Marco Rubio em viagem aos EUA
Alguns dias antes, Flávio passou a virada de ano em evento organizado pelo pastor André Valadão para brasileiros residentes em Orlando, na Flórida
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República não escondeu a frustração na viagem feita aos Estados Unidos, onde passou as últimas semanas e não se encontrar com representantes da cúpula política norte-americana, em especial o secretário de Estado do governo Donald Trump, Marco Rubio.
A invasão da Venezuela por forças especiais estadunidenses e a consequente captura do ditador Nicolás Maduro, no dia 3 de janeiro deste ano, impossibilitaram o encontro entre ambos.
O encontro tinha por objetivo mostrar ao eleitorado bolsonarista seu alinhamento com o governo Trump, impossibilitando qualquer insurgência de outro possível nome da direita, além de demonstrar o prestígio da família Bolsonaro junto ao primeiro escalão da Casa Branca, mesmo com a recente aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A tentativa não soou bem entre os nomes do Centrão, que veem Flávio Bolsonaro com reservas, apesar dos bons números nas últimas pesquisas de intenção de votos.
Caciques de partidos do Centrão ouvidos pelo Globo acreditam que o diálogo de Flávio com Marco Rubio seria um mero símbolo mostrando que a família Bolsonaro ainda flerta com o radicalismo das ações de Eduardo, seu irmão, deputado federal, atualmente morando nos EUA.
Flávio pretende voltar aos EUA em abril, quando deve fazer um “roadshow” pelo país. Neste ínterim, o senador pretende se colocar mais ao centro e, segundo interlocutores, pretende convidar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) para acompanhá-lo em sua viagem, o que ele acredita possa se posicionar como nome de centro-direita.
Alguns dias antes, Flávio passou a virada de ano em evento organizado pelo pastor André Valadão para brasileiros residentes em Orlando, na Flórida.
Durante a viagem, Flávio transmitiu um recado do pai ao Eduardo e, em uma conversa reservada de cerca de uma hora, passou orientações ao irmão de como se portar de agora em diante: sem confrontos com os membros do Centrão e falas que possam expor discordâncias com nomes do PL, como já ocorreu anteriormente, quando Eduardo brigou publicamente com Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.
A orientação, seguida ao pé da letra, causou problema, quando em uma transmissão, Flávio definiu o irmão como um “craque nas relações internacionais”, afirmando que seria uma honra poder contar com ele para o Itamaraty, se eleito. A fala não agradou ao Centrão e Flávio fez chegar a eles o recado de que queria apenas mostrar o alinhamento familiar.
Eduardo compareceu à posse de Donald Trump no ano passado, e passou a articular meios de pressão para que a pena do pai, preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, fosse relaxada, ainda antes do julgamento por participação na trama golpista.




