Flexibilização de isolamento social exige momento oportuno, avalia secretário estadual de Saúde

O pico da curva de casos de Covid-19 para Minas Gerais, atualmente, é esperado entre os dias 3 a 5 de maio

Flexibilização de isolamento social exige momento oportuno, avalia secretário estadual de Saúde
Foto: Gil Leonardi / Imprensa MG

Por Paulo Henrique Dias

O secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, avaliou nesta terça-feira (14), em coletiva virtual, o cenário epidemiológico do estado em relação aos casos do novo coronavírus (Covid-19). Na oportunidade, o secretário enfatizou a importância das medidas de isolamento social para controle da transmissão do vírus e também para reduzir a pressão sobre a rede de saúde.

Amaral ressaltou, ainda, a necessidade de cautela para retorno de atividades não essenciais. Para ele, é preciso que haja um acoplamento entre a perspectiva de casos futuros e capacidade operacional. 

“Nós temos que manter o isolamento social para que a perspectiva de casos seja melhor. Se flexibilizarmos o distanciamento no momento em que temos esse acerto, podemos ter um aumento muito grande de casos e o acoplamento que foi dimensionado mudar muito rapidamente”, ponderou o secretário.

Segundo o boletim epidemiológico divulgado nesta terça, Minas tem 884 casos confirmados de Covid-19, 60 óbitos em investigação e 27 mortes confirmadas pela doença. Amaral mencionou que nos próximos dias deve haver uma nova projeção sobre o período provável para que se atinja o pico da curva de casos no Estado, atualmente previsto entre os dias 3 a 5 de maio.

“Por ora, nossa projeção por demanda de leitos ainda está na casa de 5.900 pessoas necessitando de leitos clínicos e 1.500 a 2.000 podendo demandar terapia intensiva. Atualmente, estimamos em até 3% o quantitativo de leitos de UTI ocupados por pessoas com casos suspeitos da Covid-19”, apontou Amaral.

O secretário destacou que as projeções do pico da doença, apesar de serem feitas semanalmente, possuem certo grau de imprecisão. De acordo com Amaral, múltiplos fatores interferem entre o que é projetado e a realidade das próximas semanas. “A cada semana nós realizamos essas projeções e buscamos ter pelo menos um norte no direcionamento do combate da doença e da preparação na rede de saúde”.