Foragido desde 2019, maior traficante de cocaína de Minas Gerais é preso em Divinópolis

Homem de 43 anos era apontado como responsável pela logística de entrada da droga no país a partir de fronteiras com Bolívia e Paraguai

Foragido desde 2019, maior traficante de cocaína de Minas Gerais é preso em Divinópolis
Foto: Divulgação/Ministério de Justiça

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, na sexta-feira (9), em Divinópolis, no Centro-Oeste do estado, um homem de 43 anos apontado como o principal traficante de cocaína em Minas Gerais e um dos mais relevantes do país. Foragido da Justiça desde 2019, Sonny Clay Dutra, de 43 anos, foi localizado após meses de trabalho de inteligência conduzido por equipes especializadas da corporação.

Contra ele havia um mandado de prisão em aberto decorrente de condenação a 14 anos de reclusão. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito era responsável pela logística de transporte de grandes quantidades de droga vindas de países vizinhos, especialmente Bolívia e Paraguai, abastecendo redes de distribuição em Minas Gerais e em outros estados.

A prisão aconteceu sem resistência. Durante a abordagem, também foi constatado porte ilegal de arma de fogo. As investigações indicam que, embora tenha sido capturado em Divinópolis, o homem morava em Itaúna, município da mesma região, e utilizava constantes mudanças de endereço como estratégia para dificultar sua localização.

Natural de Ouro Preto, Sonny Clay Dutra já havia sido preso em 2019, mas teve a prisão preventiva revogada à época. Desde então, passou a figurar na lista de criminosos mais procurados do país, segundo registros do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A ação que resultou na captura foi coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), vinculada ao Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), com apoio da Diretoria de Inteligência Policial. Segundo a Polícia Civil, o investigado atuava em um nível elevado da cadeia do tráfico, mantendo contatos em regiões de fronteira e negociando com diferentes grupos criminosos, sem vínculo fixo com uma facção específica.

Com a prisão, as investigações entram agora em uma nova etapa. A Polícia Civil informou que irá aprofundar a apuração sobre possíveis esquemas de lavagem de dinheiro ligados à organização, envolvendo empresas de diferentes setores econômicos e com ramificações em outros estados, como São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal.